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DA REDAÇÃO 

A Justiça Federal autorizou a Polícia Rodoviária Federal a usar a força para liberar o tráfego na BR-156, na comunidade de Maracá, a 120 quilômetros do município de Laranjal do Jari, no Sul do Amapá. A desocupação do trecho foi feita às 5h da manhã desta quinta-feira, 14, depois de quatro dias de bloqueio.

A decisão foi proferida na tarde desta quarta-feira, 13, por um juiz federal da região do Jari atendendo a uma ação de interdito proibitório movida pela Advogacia Geral da União (AGU) a pedido da PRF.

“Tivemos umas 30 manifestações bloqueando as duas BRs no ano passado, e em todas conseguimos fazer a liberação por meio do diálogo, mas nesse caso a população estava intransigente”, comentou o superintendente da PRF, Aldo Balieiro.

População estava intransigente, diz PRF. Na foto veículos parados por causa do bloqueio. Foto: PRF

População estava intransigente, diz PRF. Na foto veículos parados por causa do bloqueio. Foto: PRF

A desocupação foi pacífica e mobilizou 15 policiais rodoviários com apoio de guarnições da Polícia Militar do município de Mazagão e da comunidade do Maracá. Às 5h da manhã havia poucas pessoas na ponte fechada desde a última segunda-feira, 11.

O protesto é pela demora no envio de combustível do governo do Estado para os geradores de energia da localidade. A Secretaria de Inclusão e Mobilização Social (Sims), responsável pelo serviço, diz que mandou combustível suficiente para a comunidade e não sabe dizer por que o óleo terminou antes do tempo.

No auge do bloqueio, mais de 50 veículos chegaram a ficar parados nas filas de ambos os lados da rodovia.

“Havia casos de ônibus com pacientes operados que precisavam fazer tratamento na capital e nem esses estavam sendo liberados pelos manifestantes”, lembra Balieiro.

A Polícia Rodoviária e a PM continuam no local para impedir que os moradores voltem a fechar a rodovia. Alguns ameaçam fazer uma nova manifestação enquanto o combustível não chegar.

A Justiça Federal deu permissão para que manifestantes que bloquearem a pista sejam presos e multados em R$ 1 mil por dia de desobediência.

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