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DA REDAÇÃO

Uma mulher de 42 anos foi presa na manhã desta segunda-feira, 4, por policiais militares acusada de manter um dos filhos acorrentado em casa, no Bairro Novo Buritizal, Zona Sul de Macapá. Ela alegou que não tinha com quem deixar as crianças, uma delas com problemas físicos.

Os policiais do 1º Batalhão da PM foram acionados pelo Ciodes por volta das 9h30min para checar a denúncia de que havia crianças abandonadas em uma casa atrás da tradicional Feira Maluca.

Menina com deficiência física estava numa cama. Local muito sujo, disse um policial

Menina com deficiência física estava numa cama. Local muito sujo, disse um policial

Ao chegar ao local, os policiais encontraram uma cena deprimente.

“Casa estava muito suja, fedendo muito. O menino de 9 anos estava com o pés esquerdo acorrentado e a menina, que tem 11 anos e deficiência física, em cima de uma cama”, descreveu o soldado Amaury Barros, que estava na equipe comandada pelo sargento Estênio. Também havia um menino de seis anos na casa.

Menino ensinou aos policiais aonde a mãe trabalhava como doméstica

Menino ensinou aos policiais aonde a mãe trabalhava como doméstica

O menino acorrentado ensinou aos policiais aonde a mãe, que é empregada doméstica, estava trabalhando. Eles foram até a residência e prenderam em flagrante Rosa Maria de Oliveira. Ela disse que acorrentar o menino de 9 anos era a única solução “porque é muito peralta”.

Rosa Maria disse ter 7 filho e que não tinha com quem deixar as crianças

Rosa Maria disse ter 7 filho e que não tinha com quem deixar as crianças

Rosa Maria garantiu não ter parentes que pudessem ajudar a tomar conta dele e da menina com deficiência física. Ela foi encontrada em uma cama e estava muito suja.

A mãe disse ainda ter sete filhos, mas que apenas três moram com ela. Ela foi presa em flagrante por maus tratos e abandono de incapaz.  O menino, no entanto, relatou aos policiais que a mãe costumava deixar todos presos na casa quando vai a festas no fim de semana.

Os meninos foram entregues ao Conselho Tutelar da Zona Sul e agora o caso será acompanhado pela Delegacia Proteção a Criança e ao Adolescente (Derrca). A Justiça pode decidir pela perda do pátrio poder, que é quando os pais perdem o direito de custódia permanente sobre os filhos.

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