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SELES NAFES

Uma nota assinada pela Associação Nacional dos Procuradores da República na última quarta-feira, 6, condenou o que chamou de tentativas de desqualificar a atuação do Ministério Público Federal na Operação Lava Jato. Os procuradores citam como exemplo as acusações consideradas falsas que tentaram envolver o senador do Amapá Randolfe Rodrigues (REDE).

A entidade considerou que o trabalho dos membros do MPF “não pode ser distorcido pela divulgação parcial ou tendenciosa movida por objetivos por vezes pouco nobres”.

Ao mesmo tempo em que reconhece que a liberdade de informação é o pilar da democracia, a Associação dos Procuradores diz que tentam usar o MPF para atingir pessoas públicas e prejudicar as investigações.

Como exemplo, a entidade citou o caso do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), citado em depoimento pelo delator Carlos Alexandre. Durante as investigações, o próprio idealizador do esquema, o doleiro Alberto Youssef, negou que tenha entregado dinheiro ao parlamentar do Amapá como propina, fato que levou a Procuradoria Geral da República a pedir o arquivamento da petição que poderia originar uma investigação contra o senador.

O pedido de arquivamento foi atendido pelo relator da Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki, por “ausência de elementos”.

A Associação Nacional dos Procuradores terminou a nota reafirmando “sua inteira confiança de que os membros do MPF vêm buscando cumprir com as estritas responsabilidades da investidura, estabelecidas na Constituição Federal de 1988, à inteira revelia de conveniências políticas e exclusivamente ao serviço da sociedade”.

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