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OLHO DE BOTO

A equipe do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) comandada pelo coronel Jackson Rodrigues conseguiu prender o bandido conhecido como “Davizinho”, menor de idade que mantinha oito pessoas reféns dentro da igreja São Lázaro, na Zona Norte de Macapá. Das oito pessoas, três eram maiores e cinco adolescentes que fazem parte do coral da igreja. Ninguém ficou ferido.

De acordo com que apurou o Bope, Davizinho e Johnatan Wilson Ferreira, de 25 anos, assassinaram a tiros Andreia dos Santos Costa, de 29 anos, em uma área de ponte no Bairro São Lázaro. Em seguida fugiram, mas foram perseguidos por uma equipe do 2º Batalhão da Polícia Militar. Johnatan foi preso logo, mas Davizinho entrou na igreja e as pessoas que estavam no templo ficaram reféns dele.

Johnatan saiu da penitenciária no dia 23 de dezembro e não voltou. Fotos: Olho de Boto

Johnatan saiu da penitenciária no dia 23 de dezembro e não voltou. Fotos: Olho de Boto

Durante as negociações, Davizinho ainda fez dois disparos para o alto na tentativa de intimidar a polícia. Ele pediu um colete à prova de balas em troca de dois reféns. Depois pediu para chamar a família e a namorada. Tudo foi providenciado e ele soltou os reféns e se entregou.

O caso

Johnatan saiu da penitenciária no dia 23 de dezembro beneficiado pela saída temporária de fim de ano concedido pela Justiça, mas acabou não voltando e era considerado foragido. Ele afirmou à equipe do Bope que Andreia era traficante de drogas e queria matá-la como forma de cobrar uma dívida.

Os bandidos usavam pistolas de uso exclusivo da polícia

Os bandidos usavam pistolas de uso exclusivo da polícia

“Pelo que ele contou, podemos dizer que foi acerto de contas. Como a Andreia não conseguiu seu objetivo que era matar o Johnatan, acabou sendo vítima dele e do Davizinho. Ela foi morta com cerca de seis tiros”, contou o coronel Jackson. Os dois bandidos usavam pistolas ponto 40, de uso exclusivo da polícia.

Davizinho é um dos assaltantes mais conhecidos da polícia. Apesar de menor de idade, ele já se envolveu em vários assaltos, inclusive a uma agência dos Correios e várias residências. No Mucajá, ele é acusado de escalar os edifícios e invadir apartamentos pela janela da sala, mesmo no terceiro andar. Várias famílias já se mudaram do conjunto por causa dele. 

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