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CÁSSIA LIMA

Os técnicos de enfermagem que trabalham nos plantões extras no setor de ortopedia do Hospital das Clínicas Alberto Lima (Hcal) estão de braços cruzados desde a noite de quarta-feira, 6. A paralisação é um protesto pela falta de pagamento dos salários referentes aos meses de novembro e dezembro. A situação piorou a vida de quem espera por cirurgia.

Os pacientes e familiares reclamam que a direção do hospital não fala nada sobre o assunto. De acordo com a vendedora Naza Câmara, na ortopedia não tem remédio, água no bebedouro e nem técnicos de enfermagem.

Naza Câmara acompanha o filho a espera de cirurgia. Fotos: Cássia Lima

Naza Câmara acompanha o filho a espera de cirurgia. Fotos: Cássia Lima

“A situação está cruel aqui. Não tem nada. Nós que compramos remédio e água. O médico vem só olhar porque não pode fazer muita coisa. Os técnicos ainda nos ajudavam, mas estão paralisados desde ontem”, contou a vendedora.

Naza está há 41 dias acompanhado o filho de 22 anos para uma cirurgia ortopédica. Na semana passada, o procedimento chegou a ser marcado, mas não havia material para operar o jovem.

Jovem que espera por cirurgia há 41 dias tem medo de perder a pena

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“Eles marcam cirurgia e ganham por plantão, mas na hora não tem material. Procuramos a direção mas ninguém atende a gente. A perna do meu filho está apodrecendo e me dizem que isso é normal. Claro que não é”, desabafou. 

Os técnicos de enfermagem do plantão extra trabalham de 19h até as 6h da manhã. O atendimento durante o dia está normalizado, mas a grande demanda é no horário noturno.

Na terça-feira, 5, o administrador do Hcal, Sandro Reis, disse que o hospital está com o pagamento dos servidores em dia e que não havia falta de material. Nesta quinta, 7, bossa equipe de reportagem não conseguiu contato com ele. A assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) ficou de se manifestar sobre o assunto.

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