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DA REDAÇÃO

Anderson, 28 anos, Elielton, 24, e Edilaia Moraes Barreto, de 26 anos, são irmãos que enfrentam um drama raro. Os três nasceram com deficiência auditiva, e nos últimos anos começaram a perder a visão.

O problema começou a aparecer na adolescência durante o ensino fundamental.

“Uma professora chamou a nossa mãe e relatou que o Anderson estava tendo problemas com a visão. Mandou procurar um médico”, lembra Márcio Moraes Barreto, 32 anos, irmão mais velho dos três, mas que não possui nenhuma deficiência.

A partir daí, a mãe dos meninos passou a enfrentar uma peregrinação por consultórios de oftalmologistas, contudo, sem um diagnóstico que explicasse porque a visão está sendo afetada numa velocidade e intensidade tão grandes.

Família queixa-se de que médicos não emitem laudos

Família queixa-se de que médicos não emitem laudos. Foto: Arquivo pessoal

“Os médicos só fazem receitar os óculos, ninguém diz o que eles têm”, queixa-se Márcio, que é técnico em logística.

A situação mais complicada é a de Anderson. Na última consulta, o médico constatou que ele já perdeu 95% da visão. Por isso a família e amigos decidiram unir forças para tentar dar mais qualidade de vida aos irmãos, começando por Anderson.

Eles decidiram fazer um bingo beneficente no dia 6 de março (um domingo). A festa será realizada no Centro Urbano Vitória Régia, na Rua Ubaldo Figueira, Bairro Central de Santana, a partir das 11h. Quem quiser mais informações poderá ligar para 99142-9492.

A mobilização ganhou a adesão de artistas locais que irão tocar de graça na festa. O objetivo é arrecadar o máximo que for possível para levar os irmãos a um centro mais avançado em oftalmologia. A prioridade será para Anderson, mas se for possível, os outros dois irmãos também viajarão.

“Para incluir no programa de Tratamento Fora do Domicílio (TFD), precisamos de um laudo, mas os médicos daqui só passam óculos, nenhum deu laudo”, justifica Márcio.  

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