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HUMBERTO BAÍA, DE OIAPOQUE

A Polícia Civil de Oiapoque está investigando a participação de índios em uma milícia que ataca garimpeiros em embarcações no Rio Oiapoque. Na semana passada  em Vila Brasil, localidade distante 5 horas de barco da sede do município, garimpeiros brasileiros foram atacados por um bando formado por indígenas do lado francês.

Tiros  foram disparados contra o grupo que seguia para os garimpos ilegais na Guiana Francesa. Romário da Silva foi alvejado por um disparo de calibre 12 e garante que só não morreu porque pulou na água.

Chumbo de um dos tiros de calibre 12. Foto: Humberto Baía

Chumbo de um dos tiros de calibre 12. Foto: Humberto Baía

No ciosp de Oiapoque, onde a ocorrência foi registrada, o delegado Charles Correia ouviu as vítimas e pediu exame de corpo e delito. Ele abriu inquérito que vai apurar o evento. Segundo a vítimas, os índios querem roubar combustível, alimentos, armas e ferramentas para repartir nas aldeias. O cacique de uma delas estaria liderando o bando. 

Vítimas fazem exame de corpo de delito

Vítimas fazem exame de corpo de delito

“Isso não é um ataque francês, mas um pequeno grupo de  indígenas que  sabendo que os garimpeiros estão ilegais agiram por conta própria, mas vamos solicitar as autoridades francesas providências que o caso requer”, adiantou o delegado.  

Local de fiscalização do Exército

Local de fiscalização do Exército: Grand Rocher

Hoje o Exército Brasileiro, com apoio da Legião Estrangeira e da PF, está fazendo o controle em um local conhecido como Gran Rocher, no Rio Oiapoque. O objetivo é apreender entorpecentes, armas e outros ilícitos na fronteira.

Delegado Charles Correia e autoridades da Guiana Francesa: providências

Delegado Charles Correia e autoridades da Guiana Francesa: providências

A equipe do Site SELESNAFES.COM esteve no local da barreira. O comando do Exército informou que o controle já estava programado e não foi por conta do ataque sofrido pelos garimpeiros.

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