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DA REDAÇÃO

Técnicos do Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá (Imap) concluíram que a mortandade de peixes que vem ocorrendo no Rio Araguari é mesmo causada pela operação da Hidrelétrica Cachoeira Caldeirão, no município de Ferreira Gomes. O laudo foi divulgado nesta segunda-feira, 1º.

As alterações físicas como bolhas pelo corpo dos peixes e olhos saltados para fora, segundo o laudo, são características de morte por embolia gasosa devido à supersaturação da água por oxigênio.

Esse fenômeno, segundo os técnicos, é causado pela operação das comportas durante a operação para controlar o excesso de água do reservatório.  

“Quando se abre a comporta a água desce gerando um turbilhão solubilizando os gases e aumentando a concentração gasosa na superfície do rio perto da barragem. Esse fenômeno se estende em outras profundidades”, explicou o gerente de Análises Químicas do Imap, Allan Maciel.

Apesar de fotos que mostram a água esbranquiçada próximo da barragem, os técnicos descartaram a contaminação da água.

“Fizemos uma inspeção também dentro do complexo e verificamos que nenhuma turbina foi ligada. Na verdade eles ainda estão montando as turbinas”, garante Maciel.

O laudo foi encaminhado para a direção do Imap que pode decidir apenas por uma notificação ou auto de infração com pedido de medidas que cessem a mortandade. A única solução, nesse caso, é encontrar a maneira correta de abrir as comportas para que a água não seja alterada.

“Em qualquer empreendimento desse porte existe mortandade de peixes por várias razões, mas esse caso é bem peculiar do nosso Rio Araguari. Isso já ocorreu com a Ferreira Gomes Energia (outra das três hidrelétricas do Araguari)”, concluiu o gerente.

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