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CÁSSIA LIMA

Líderes de fãs-clubes e representantes de grupos que fazem festas com som automotivo e aparelhagens buscaram o apoio do deputado estadual Antônio Furlan (PTB). Eles querem do Ministério Público do Amapá autorização para voltar a realizar festas dos movimentos, suspensas devido a denúncias de poluição sonora.

Todos os envolvidos se reuniram com a diretora-geral do MP-AP, promotora de Justiça Ivana Cei, e o chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, promotor de Justiça João Paulo Furlan. 

Representantes de festas, promotora e deputados discutem termos para liberação das festas. Fotos: MP

Representantes de festas, promotora e deputados discutem termos para liberação das festas. Fotos: MP

“Não queremos perturbar ninguém, só procurarmos garantir a diversão e o sustento de muitas famílias que vivem disso. Estamos buscando a melhor forma de atender a todos”, enfatizou Miguel Dias, presidente de um dos mais de 100 fãs-clubes existentes no Estado.

O movimento teve as festas suspensas no último fim de semana depois de uma intervenção do Batalhão Ambiental da PM, acionada por denúncias de moradores que reclamaram da poluição sonora. Segundo o Batalhão Ambiental, são registradas quase 85 mil denúncias por mês desse tipo no Amapá.

“Estamos tentando solucionar essa situação com a Polícia Militar, a Prefeitura e o representante do governo. Nossa grande demanda é a área do Parque de Exposições, já o espaço é usado para a realização de eventos dessa natureza fora da Expofeira”, destacou a promotora de justiça, Ivana Cei.

Momento em um dos eventos promovidos pelos movimentos: Foto: divulgação

Momento em um dos eventos promovidos pelos movimentos: Foto: divulgação

As festas são realizadas às quintas, sextas e sábados, em sedes diferentes, mas se concentram na Zona Sul. Todos os eventos possuem licença e autorização da Prefeitura Municipal para funcionamento, e eles são orientados quanto o volume ideal do som, mas algumas vezes cometem excessos e os moradores fazem denúncias.

Uma segunda reunião ainda esse mês, sem data definida, vai tentar um acordo entre os agentes públicos e líderes de movimento.

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