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CÁSSIA LIMA

A Polícia Militar do Amapá registrou aumento de 90% no número de armas apreendidas no Estado neste ano. Os dados são da Divisão de Estatísticas da PM, que considera que o crescimento é resultado de maior policiamento e abordagens nas ruas. Na Zona Norte estão as maiores apreensões.

Segundo a Polícia Militar, em janeiro deste ano foram apreendidas 57 armas, 90% a mais que no mesmo período de 2015, quando foram apreendidas 30 armas.

Segundo a Divisão de Estatísticas, são consideradas armas de fogo: armas artesanais (de fabricação caseira), espingardas, garruchas, pistolas, revolver, rifles, armas sem registro e simulacros (armas de brinquedo).

Arma apreendida pelo BRPM. Fotos: Olho de Boto

Arma apreendida pelo BRPM. Fotos: Olho de Boto

“Nós atribuímos o aumento ao maior número de abordagens nas ruas. A população tem colaborado mais e se sente segura com a barreira policial. Claro que com esse levantamento de janeiro esperamos que esse número, que já iniciou o ano alto, aumente ainda mais”, avaliou o assessor de imprensa da PM, tenente Alex Sandro Chaves.

Em janeiro, 2º BPM foi o que mais apreendeu armas

Em janeiro, 2º BPM foi o que mais apreendeu armas

Ao todo, foram aprendidas no Amapá em 2015, 462 armas de fogo pela Polícia Militar. Os números, não incluem as apreensões da Polícia Civil e Marinha do Brasil, e esperam ainda as informações do interior do Estado para serem concluídos.

Arma estava à disposição da Justiça e foi parar nas mãos de criminosos

Arma estava à disposição da Justiça e foi parar nas mãos de criminosos

Na capital, o 2ª Batalhão foi quem mais realizou apreensões. Em janeiro de 2015 foram 8 armas. Já no mesmo período deste ano foram 14.

“Certamente, o aumento dessas apreensões se deve ao nosso trabalho, mas não podemos negar que a entrada dessas armas de fogo tem uma ligação direta com o crime organizado no Amapá. Temos um território grande que tem muitas ligações fluviais com Pará que são difíceis de fiscalizar”, destacou o tenente.

As armas apreendidas são entregues a Polícia Civil e depois destruídas.

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