Compartilhamentos

CÁSSIA LIMA

Na manhã desta terça-feira, 23, servidores das empresas Bernacom e Alfa fecharam a Avenida FAB e queimaram pneus em protesto aos quatro meses de salários atrasados. O protesto ocorreu depois que os profissionais de enfermagem do Estado encerraram a greve de 18 dias.

Além dos salários, os trabalhadores reivindicam pagamento de auxílio- alimentação e melhores condições de trabalho.

Bombeiros apagam o fogo em pneus no meio da Avenida FAB. Fotos: Cássia Lima

Bombeiros apagam o fogo em pneus no meio da Avenida FAB. Fotos: Cássia Lima

“Não temos condições de trabalhar sem receber mais nada. Os servidores concursados irão receber, nós nem certeza temos. Precisamos queimar pneus aqui na rua para chamar a atenção para o que é direito nosso”, enfatizou a servente da empresa Bernacom, Mauriluce Borges, de 46 anos.

Foi o segundo dia consecutivo de protesto dos profissionais que prestam serviços de limpeza nos hospitais do Estado. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Asseio e Conservação do Estado Amapá, a categoria não foi atendida para dialogar.

Já são dois dias de protestos dos terceirizados

Já são dois dias de protestos dos terceirizados

“Não fomos recebidos se quer uma vez. A empresa diz que não tem dinheiro e nos manda falar com a Secretaria de Saúde, mas esta diz que isso é problema da Secretaria de Administração. Resultado: ninguém resolve nada”, enfatizou o presidente do sindicato, Júnior Leitão.

Presidente do Sindicato de Asseio, Júnior Leitão: nenhum diálogo

Presidente do Sindicato de Asseio, Júnior Leitão: nenhum diálogo

Já os profissionais de enfermagem encerraram a paralisação depois de uma audiência de conciliação no Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP). De acordo com o desembargador Carmo Antônio, que mediou à conciliação, os servidores têm todo o direito de receber, mas no momento precisam entender a condição financeira do Estado.

Mauriluce: sem a certeza de receber o salário

Mauriluce: sem a certeza de receber o salário

“Os técnicos, auxiliares e enfermeiros entenderam essa situação e conciliaram de que o Estado os pagaria quando houvesse dinheiro. Dentro, é claro, de outras condições como a manutenção do ponto e a manutenção de locais de trabalho dos líderes do movimento”, destacou o desembargador que se fosse julgar o caso consideraria o movimento ilegal.

Compartilhamentos