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 SELES NAFES

A Delegacia de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca), responsável pela investigação no caso do bebê encontrado em um cesto na Maternidade Mãe Luzia, já sabe que a criança nasceu viva. A principal acusada foi ouvida informalmente e, por enquanto, nega ser a mãe do bebê.

A confirmação por exames de que a menina nasceu com vida, e prematura de 7 meses, descarta a tese de que se tratou de um aborto. Ou seja, o bebê foi assassinado pela mãe ou morreu ao ser abandonado sem os devidos cuidados dentro de um cesto de roupas sujas.

“O médico, ao ver que ela estava com sinais de parto de uma gestão prematura, encaminhou ela para a sala do pré-parto, mas logo em seguida ela fugiu. A criança foi encontrada morta com o cordão umbilical e parte da placenta. Era uma criança do sexo feminino, com cabelos negros e pele clara”, descreveu o delegado de polícia Daniel Mascarenhas.

Apesar da principal acusada, que tem 21 anos, negar que seja a mãe da criança, um levantamento feito pelo serviço de assistência social da Maternidade Mãe Luzia no dia 19 de março, quando a criança foi encontrada por uma equipe de limpeza, concluiu que todas as parturientes tinham saído do hospital levando seus filhos naquele dia, menos a suspeita que a polícia, por enquanto, prefere não revelar o nome.

“Na mesma hora o hospital entrou em contato por telefone e ela começou a contar uma história sem fundamento dizendo que havia apenas passado mal e depois o marido foi buscá-la no hospital. Ela continua negando que seja a mãe. Por isso estou solicitando que a Polícia Técnica colha material da criança para o exame de DNA”, revelou o delegado.  

O delegado ainda precisará tomar o depoimento de outros funcionários do hospital e ainda vai intimar a acusada. Só depois disso ela poderá ser indiciada.

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