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EDSON LOPES

A Polícia Civil de Santana prendeu três pessoas nesta sexta-feira, 18, entre elas um empresário e uma farmacêutica, acusados de comercializar medicamentos vencidos. A suspeita é de que os produtos tenham sido furtados da rede pública em Macapá para serem vendidos em farmácias de Santana. A polícia investiga a possível participação de servidores públicos no esquema. 

A investigação começou a ser feita pela Promotoria do Patrimônio Público do MP que comunicou o fato a 2ª Delegacia de Polícia de Santana, especializada em crimes contra o patrimônio.

Nesta sexta-feira foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas 3 farmácias de propriedade do empresário Edson Lopes. Ele foi preso em casa, no Bairro Nova Brasília, onde agentes também encontraram medicamentos.

Um dos medicamentos vencidos. Fotos fornecidas pela PC

Um dos medicamentos vencidos. Fotos fornecidas pela PC

Um dos medicamentos vencidos. Fotos fornecidas pela PC

No total foram mil unidades de medicamentos recolhidos

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Parte dos medicamentos estava na casa do empresário

No total foram apreendidas mais de 1 mil unidades.

“Além de vencidos, os produtos estavam acondicionados no chão, na umidade, em condições totalmente inadequadas”, comentou a delegada Luiza Maia, titular da 2ª DP.

O empresário, a farmacêutica e uma funcionária foram presos em flagrante e continuam detidos. Eles foram enquadrados por receptação e na lei de crimes hediondos, por se tratar de venda de medicamentos vencidos, considerado crime contra a vida.

Apesar do flagrante, as farmácias continuam funcionando

Apesar do flagrante, as farmácias continuam funcionando

A investigação agora vai se concentrar nos fornecedores. O objetivo é descobrir quem estava vendendo os medicamentos para o dono das farmácias e de onde eles foram furtados, o que será possível por meio do rastreamento dos números dos lotes. Já há informações de que eles foram subtraídos de estoques da rede pública em Macapá.

Apesar da operação com a apreensão e prisão, as farmácias não foram fechadas.

“A polícia não tem o poder de fechar o estabelecimento. Nós chamamos a Vigilância Sanitária, mas ninguém apareceu até o momento”, informou a delegada.

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