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DA REDAÇÃO

O deputado estadual Ericláudio Alencar (PRB), líder do governo na Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP), já pode respirar mais aliviado. De posse de uma liminar concedida na última sexta-feira, 18, pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ele agora tem a segurança necessária para se filiar ao PDT sem correr o risco de perder o mandato. Quando assinar a ficha, ele passará naturalmente a ser mais uma opção de candidatura à prefeitura de Macapá.

Ericláudio é advogado, delegado da Polícia Civil e apresentador de um dos programas policiais de maior audiência da televisão no Amapá, o Rota 16, exibido pelo SBT. Em 2014, foi eleito deputado estadual pelo PRB e convidado pelo governador Waldez Góes para ser o líder do governo na Assembeia.

Não demorou para que o cargo abrisse uma crise interna no PRB. O comando do partido, sob a tutela da família Gurgel, acusou o parlamentar de assumir a condição de líder sem autorização do partido. Alencar também não estaria contribuindo financeiramente com a legenda e estaria fazendo indicações de nomes ao governo sem a anuência da legenda, acusações todas negadas pelo parlamentar.

Serrão fazendo juramento em dezembro do ano passado ao assumir a vaga de Luciana Gurgel que estava em licença maternidade. Foto: Ascom

Serrão fazendo juramento em dezembro do ano passado ao assumir a vaga de Luciana Gurgel que estava em licença maternidade. Foto: Ascom

O deputado já sofreu três processos de expulsão do partido, mas conseguiu reverter a situação por via judicial. No início do ano ele começou a ver pelo retrovisor o suplente Márcio Serrão, do PMDB de Laranjal do Jari, município no Sul do Amapá. Como primeiro suplente da coligação, Serrão chegou a assumir a vaga deixada por Luciana Gurgel durante a licença maternidade. Luciana agora está no PMB.

Serrão ingressou com pedido na Justiça Eleitoral para assumir o mandato de Alencar, mas no dia 1º de março a solicitação foi indeferida. Na última sexta-feira, a desembargadora Stella Ramos, do TRE, deferiu liminar para que Ericláudio mantenha o mandato mesmo migrando para o PDT. A ficha de filiação deve ser assinada antes da Páscoa.

“Assim que o governador chegar”, admite o deputado. Waldez Góes está desde sexta-feira em São Paulo onde foi participar de uma rodada de negócios com grupos empresariais japoneses.

O PDT já tem outro prefeiturável, o ex-prefeito de Macapá (por dois mandatos) e atual vereador João Henrique Pimente. No fim do ano passado, o ex-prefeito saiu do PR (outro partido da família Gurgel) e foi para o PDT.  João Henrique não esconde de ninguém que quer a indicação do partido para voltar ao Palácio Laurindo Banha, mas Alencar entrou no páreo acreditando representar o novo.

“Eu entro como soldado. Se eu for um nome que a população entenda que deve disputar eu vou em frente”, diz Alencar.  

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