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SELES NAFES

Militares do Esquadrão Falcão, da Força Aérea Brasileira (FAB), terminaram nesta segunda-feira, 21, a série de exercícios de resgate em Macapá. A capital foi escolhida por causa da distância entre o Rio Amazonas e a base de operações (o hangar do governo do Amapá), cerca de apenas 3 minutos de voo.

O Karacal tem apenas 4 meses de uso. Foi comprado novo pela FAB. Fabricação brasileira. Fotos: Seles Nafes

O Karacal tem apenas 4 meses de uso e foi fabricado no Brasil. Fotos: Seles Nafes

O esquadrão chegou ao Amapá no último dia 7 com 60 militares e dois helicópteros do modelo EC 725 Karacal, o mesmo modelo que é usado pela Presidência da República. A diferença é que o modelo presidencial é vip.

O Karacal transporta 31 pessoas, pesa 6,5 toneladas e transporta mais de duas toneladas em cargas. Dos 8 helicópteros que a FAB possui nesse modelo, apenas o que está em Macapá é capaz de ser reabastecido em pleno voo.

Capacidade para 31 passageiros e duas toneladas de cargas

Capacidade para 31 passageiros e duas toneladas de cargas

Câmera capaz de filmar em 360 graus

Câmera capaz de filmar em 360 graus

Flutuadores inflam em caso de pouso na água

Flutuadores inflam em caso de pouso na água

Dispositivo para reabastecer em pleno voo

Dispositivo para reabastecer em pleno voo

Autonomia de 3h20min

Autonomia de 3h20min

Além disso, a aeronave possui uma câmera capaz de filmar em alta definição num ângulo de 360 graus, e ainda possui flutuadores para casos de pouso na água.

Durante parte da missão dois helicópteros foram utilizados, mas nos últimos dias uma das aeronaves apresentou problemas mecânicos e precisou retornar para Belém, onde fica o quartel do Esquadrão Falcão.

O objetivo da missão era aperfeiçoar as técnicas de resgate em terra e água, neste caso o rio Amazonas.

 

Mayara é a única piloto no Esquadrão Falcão

Tenente Mayara é a única piloto no Esquadrão Falcão

“Fizemos missões diurnas e noturnas, onde o objetivo era resgatar pessoas em situações críticas. No Rio Amazonas nós usamos um boneco com a mesma altura e peso de uma pessoa de verdade”, comentou o capitão Átila, um dos pilotos da missão.

Entre os vários pilotos do esquadrão está uma mulher, a 1ª tenente Mayara, de apenas 26 anos. Ela nasceu no Rio Grande do Norte e está há 7 anos na FAB onde ingressou por processo seletivo.

Oficiais conversam com o fim da missão. Ao todo 60 militares

Oficiais conversam após o fim da missão. Ao todo 60 militares

“Para ser aviador, piloto, tem que fazer uma prova em uma escola de ensino médio da FAB. Só homens entram na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar) A outra maneira é fazer o concurso direto na Aeronáutica, e foi o que eu fiz”, contou ela.  

Na tarde desta segunda-feira o esquadrão voltou para Belém acreditando que a missão no Amapá foi bem sucedida. 

 

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