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DA REDAÇÃO

Moradores do Bairro do Zerão, na Zona Sul de Macapá, tomaram conta do estacionamento que fica ao lado do Estádio Zerão. São crianças, adolescentes e adultos que se revezam em várias atividades físicas.  Tem sido assim todos os dias até às 19h. Depois disso, o lugar fica deserto por causa do risco de assaltos.

Além do Zerão, os frequentadores são moradores de bairros do entorno, como o Universidade e o Jardim Marco Zero. Eles jogam vôlei, futebol e outros esportes todas as tardes. 

estadio zerão futebol

Futebol com “travinhas”

Amigos Gerson Gurjão e Domingos Soriano: exercícios terminam quando a noite chega. Fotos: André Silva

Amigos Gerson Gurjão e Domingos Soriano: exercícios terminam quando a noite chega. Fotos: André Silva

Há mais de 20 anos ensinando educação física no estado, o professor João dos Santos é presidente da Associação de Atletismo Porta do Sol, que já existe há 30 anos. Ele diz que a associação é a maior entidade do estado em número de atletas que já participaram de competições nacionais.

“Nós utilizamos o espaço para nos aquecer e treinar também.  Mas quando chega as 19h ninguém mais dá a volta no estádio.  A escuridão e a falta de segurança nesse espaço dificulta a prática da corrida. Muitas pessoas já foram assaltadas”, queixa-se o técnico.

Professor João Santos: quando a noite chega ninguém caminha em volta do estádio

Professor João Santos: quando a noite chega ninguém caminha em volta do estádio

Frequentadores são de vários bairros do entorno do estádio

Frequentadores são de vários bairros do entorno do estádio

Além dos atletas profissionais, há aqueles que também se utilizam das caminhadas para manter a forma e a boa saúde, como é o caso dos amigos Gerson Gurjão, de 53 anos, e Domingos Soriano, de 56 anos. Eles caminham todos os dias mas têm hora para voltar para casa. Eles se queixam da falta de iluminação ao redor do estádio e da falta de limpeza.

“As pessoas estão fazendo da parte de trás do estádio uma lixeira viciada. Fede muito. É resto de animal, de alimento, além da falta de iluminação que toma conta do local. É uma escuridão total” relata Soriano.

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