Compartilhamentos

SELES NAFES

A assessoria do deputado estadual Júnior Favacho (PMDB) emitiu nota neste sábado, 5, onde o parlamentar afirma que os quase R$ 11 milhões que recebeu em 2013 são provenientes da parceria com um investidor na construção de um condomínio no Distrito da Fazendinha.

Na nota, o deputado lembra que já era empresário da construção civil antes de ser eleito deputado estadual.  De acordo com ele, por se tratar de um projeto de grande porte, foi necessário captar recursos encontrando alguém que quisesse investir no negócio. O investidor que se interessou foi o empresário Carlos Daniel de Magalhães Filho.

No último dia 2, Carlos Daniel, Jean Alex Nunes e Marco Antônio Grecco (empresa Genpower), tiveram a prisão temporária decretada pelo Tribunal de Justiça do Amapá a pedido do Ministério Público do Estado. Apenas um mandado foi cumprido no Rio de Janeiro, mas o nome do preso não foi divulgado.  

Jr Favacho encaminha liminar do STF para análise jurídica, e adia votação sobre retorno de Moisés

Júnior Favacho presidia a Assembleia em 2013. Foto: Arquivo

O MP afirma a Zamin pagou propina para que a Assembleia Legislativa aprovasse a transferência da estrada de ferro da Anglo Ferrous para a Zamin. Os R$ 11 milhões seriam desse acerto.

O deputado Júnior Favacho, que era presidente da ALAP à época, nega todas as acusações.  

Estrada de Ferro foi transferida para a Zamin

Estrada de Ferro foi transferida para a Zamin

“Meus advogados ainda não tiveram acesso aos autos do processo. Eu e minha família estamos sofrendo um desgaste imensurável de nossa imagem, além de prejuízos nos negócios”, destacou ele na nota.

Segundo o parlamentar, o dinheiro foi depositado na conta de Daniel dos Santos, seu advogado e ex-assessor, por que ele era seu representante legal. 

Favacho disse ainda que nunca foi intimado no processo, mas que está disposto a dar todos os esclarecimentos. 

Leia abaixo a íntegra da nota

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sobre a reportagem divulgada neste veículo de comunicação a respeito da operação “Caminho do Ferro”,  tenho os seguintes esclarecimentos a fazer:

1) É notório que eu, antes de exercer o cargo de  deputado estadual, já era empresário do setor da construção civil. Nesse campo, conduzo a construção de um condomínio residencial no Distrito da Fazendinha;

2) Pela dimensão do projeto, foi necessário buscar investidores de grande porte, e o empresário Carlos Daniel decidiu apostar no investimento e fazer a parceria;

3) Não se trata de propina os valores a que se refere a investigação. O dinheiro é investimento que o empresário Carlos Daniel fez como parceiro do condomínio;

4) O valor foi depositado na conta do advogado por ser meu representante legal;

5) É muito natural que o investimento tenha sido feito em caminhões e máquinas pesadas, por se tratar de obras de construção civil;

6) Meus advogados ainda não tiveram acesso aos autos do processo. Eu e minha família estamos sofrendo um desgaste imensurável de nossa imagem, além de prejuízos nos negócios;

7) Para finalizar, destaco o que o desembargador decidiu sobre o pedido para minha condução coercitiva. Ele considerou que era desnecessária. Nunca fui intimado no processo e desconheço completamente o teor das investigações. Me coloco à disposição de todas as autoridades porque meu compromisso é com verdade e a Justiça!

Compartilhamentos