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HUMBERTO BAÍA, DE OIAPOQUE

Depois de sete meses de investigação, o processo administrativo disciplinar da prefeitura de Oiapoque concluiu que dos 7 professores investigados, 2 apresentaram no ato da contratação documentação falsa para ingressar no serviço público do município. 

Os servidores prestaram serviços nas escolas do município durante  4 anos, e neste período sempre foram alvo de suspeitas de seus colegas por apresentarem um baixo nível de conhecimento didático ou pouco interesse na atividades escolares. Esse desempenho foi levado ao conhecimento do Ministério Público que pediu abertura de  inquérito administrativo. 

Certificado supostamente emitido pela Escola Esther Virgolino. Fotos: Humberto Baía

Certificado supostamente emitido pela Escola Esther Virgolino. Fotos: Humberto Baía

Duas professoras do município estiveram na escola que teria emitido os certificados do curso de magistério, e lá obtiveram da direção a resposta de que nenhum dos nomes apresentados consta nos arquivos da escola. O Ministério Público vai convocar os dois “ professores “ que já foram exonerados de seus cargos. 

“E depois das oitivas eles serão denunciados por improbidade. Se condenados eles poderão pagar uma multa de ate 100 vezes o valor dos salários de professor, podendo ainda pegar de 1 a 5 anos de prisão”, informou o promotor de Justiça Manoel Edi (foto de capa). 

Decreto da prefeitura demitindo um dos falsos professores envolvidos

Decreto da prefeitura demitindo um dos falsos professores envolvidos

O caso também já está sendo investigado na Unifap. Um dos servidores que apresentou documento falso também é aluno do curso de ciências biológicas do campus binacional em Oiapoque. Caso seja confirmado que o mesmo certificado também foi apresentado para a matrícula no curso, o aluno perderá a vaga na instituição.  

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