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DA REDAÇÃO

Depois de quase 26 horas de julgamento, a professora Aurivânia Neves da Silva, de 43 anos, foi condenada a oito anos de prisão em regime semiaberto. Ela poderá trabalhar durante o dia e dormir no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) à noite. A Justiça acatou a tese da defesa de que a agressora tinha transtornos mentais quando cometeu o crime.

A sentença foi proferida por volta das 15h30min desta sexta-feira, 18, e houve protestos da família da vítima, a professora Marineide Silva Lopes, também de 43 anos.  

“Pra ela foi uma vitória e pra nós uma derrota”, resumiu o filho da vítima, Antônio Lopes.  

A defesa da professora Aurivânia Neves apresentou um laudo psiquiátrico atestando insanidade da acusada na época do crime.  

Antônio, filho de Marineide: ressarcimento. Foto: André Silva

Antônio, filho de Marineide: ressarcimento. Foto: André Silva

No dia 9 de maio de 2014, Aurivânia atirou duas vezes em Marineide que é casada com o ex-marido da agressora. Ela ficou foragida, mas se apresentou e pôde responder ao processo em liberdade por tentativa de homicídio. Marineide passou meses em recuperação e ainda tem sequelas.  

A família diz que Aurivânia continua representando uma ameaça. Depois do crime ela teria ido à casa de Marineide 3 vezes.

“Na última vez precisamos chamar a polícia para que ela fosse retirada de lá. Agora iremos ingressar com uma ação cível para que ela pague tudo o que a nossa família precisou gastar com a recuperação da minha mãe”, adiantou o filho.

O  advogado Maurício Pereira informou que vai recorrer da decisão porque Aurivânia foi condenada por posse ilegal de arma de fogo. Ele disse que vai tentar reduzir a pena para 6 anos.

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