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CÁSSIA LIMA

O 1º Batalhão da Polícia Militar do Amapá diz que reduziu em 80% do índice de violência nas escolas da Zona Sul de Macapá. De acordo com as estatísticas, no segundo semestre de 2015 foram realizadas 47 apreensões de armas brancas com alunos dentro do ambiente escolar.

Nas escolas do Bairro dos Congós, por exemplo, estudantes foram flagrados consumindo drogas e até fazendo ameaças a professores. Ao todo, a Zona Sul registrou 21 casos de agressões físicas, 20 ameaças, 14 furtos e 2 casos de vandalismo nas 86 escolas da Zona Sul.

Faca apreendida em mochila de um aluno. Foto cedida pela PM

Faca apreendida em mochila de um aluno. Foto cedida pela PM

“Os casos mais comuns são de apreensão de arma branca e furto. Temos um grande problema com isso porque portar arma branca não é crime, mas você ir pra escola com uma faca na mochila não é um bom sinal. Trabalhamos com palestras aos professores, pais e aos alunos e falamos da importância da atuação conjunta da família e escola na educação”, enfatizou a tenente Vanessa Machado, coordenadora de estatística do Policiamento Escolar.

O policiamento escolar abrange toda a Zona Sul de Macapá onde existem cerca de 100 mil alunos. Em algumas escolas há maior reincidência. Nesses casos, o trabalho da PM com a comunidade escolar ganha um reforço, como aconteceu na Escola Santa Inês, localizada na orla de Macapá.

Tenente Vanessa Machado: importância da participação da família

Tenente Vanessa Machado: importância da participação da família

“Ano passado encontramos alunos consumindo drogas dentro da escola, e a polícia foi fundamental para fazer esse diálogo e prevenção. Solicitamos rondas e revista em casos de suspeitos próximos à escola e tem dado certo”, explicou a Adriana Nascimento, diretora da Escola do Santa Inês.

Comandante tenente-coronel Petrúcio: educação não é responsabilidade só da escola

Comandante tenente-coronel Petrúcio: educação não é responsabilidade só da escola

Segundo o tenente-coronel Petrúcio Renato, comandante do 1º Batalhão e do projeto, nos dois anos do programa foram mais de mil ações, 140 palestras e uma diminuição de violência.

“Em todos os lugares a violência aumentou, mas podemos dizer que conseguimos reduzir nas escolas. Os alunos e os pais começaram a aprender que a educação não é competência somente da escola, é sim da comunidade como um todo”.

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