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SELES NAFES

O diretor adjunto do Departamento Estadual de Trânsito do Amapá, (Detran), José Furtado, admitiu na manhã desta segunda-feira, 18, que uma das três motos apreendidas pela Polícia Militar na noite deste domingo, 17, foi retirada ilegalmente do pátio do departamento em 2013. Ele encaminhou o caso para a corregedoria do órgão.

Assim que soube da prisão da quadrilha e da apreensão das motos, o diretor fez um levantamento sobre a situação dos veículos. Ele descobriu que um deles não entrou no depósito do Detran; o segundo entrou e saiu de forma regular em 2013, mas o terceiro foi liberado de forma ilegal também em 2013.

Diretor adjunto do Detran, José Furtado: 'era meio maluco'

Diretor adjunto do Detran, José Furtado: ‘era meio maluco’

As motos foram apreendidas em uma operação da equipe de Patrulhamento Tático Motorizado (Patam) do 1º Batalhão da PM nos bairros Perpétuo Socorro e Renascer a partir de uma abordagem em um ponto de mototaxistas clandestinos.

Dois mototaxistas clandestinos estavam circulando nas motos que teriam sido alugadas de outros dois homens também presos. Na delegacia os acusados informaram que costumam adulterar as motos que são retiradas no pátio do Detran de forma ilegal.

“A moto com placa NFA 7486 entrou no pátio do Detran no dia 24 de fevereiro de 2013 e saiu no dia 20 de agosto de 2013 de forma irregular. Ela não poderia ter saído porque quatro meses antes tinha recebido uma multa. Só poderia ter saído de tivesse pagado todos os tributos e a multa”, confirmou o diretor.

Acusados presos em dois bairros de Macapá com 3 motos furtadas: uma saiu de dentro do Detran em 2013

Acusados presos em dois bairros de Macapá com 3 motos furtadas: uma saiu de dentro do Detran em 2013. Fotos: Olho de Boto

“Para ser liberado o veículo precisa ser vistoriado para depois ser expedido o documento de porte obrigado. É assim que é feito agora, antes eu não posso certificar, era meio maluco”, acrescentou.

O diretor informou que vai encaminhar o caso para a Polícia Civil, corregedoria do Detran e Ministério Público do Estado. O objetivo é saber se há algum servidor do departamento envolvido no esquema.

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