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SELES NAFES

Um casal de Macapá vive momentos difíceis para salvar a vida e dar dignidade a uma criança abandonada logo depois do parto há cerca de dois anos na Maternidade Mãe Luzia. O menino, que está sendo adotado por eles, tem sérios problemas respiratórios e está internado em estado grave na UTI do Hospital da Criança.

Os pais preferem ficar no anonimato, mas concordaram em conversar com o Site SELESNAFES.COM. Essa bela história de amor ao próximo começou no dia 29 de março de 2014, quando João Paulo nasceu.

Foto de março de 2014: começava a luta pela vida. Foto: Secom

Foto de março de 2014: começava a luta pela vida. Foto: Secom

O nome foi dado por funcionários da maternidade depois que a mãe abandonou o bebê que nasceu prematuro de seis meses. Ele pesou pouco mais de 600 gramas, teve insuficiência respiratória e renal, além de uma hemorragia intracraniana que causou uma lesão no cérebro.

A mãe da criança nunca foi encontrada. O bebê ficou internado na UTI da Maternidade durante 1 ano, até receber alta e ser encaminhado para a Casa da Hospitalidade, em Santana. Mas, durante o tratamento no hospital, uma das técnicas de enfermagem criou amor pela criança e um desejo de adotar o pequeno sobrevivente.

Benjamim, ou João, passou 1 ano na UTI da Maternidade

Benjamim, ou João, passou 1 ano na UTI da Maternidade. No alto um brinquedo deixado por um funcionário

“No hospital até escalavam ela para tomar conta dele, brincando que já existia uma química entre os dois”, lembra o pai adotivo que é representante comercial.

“Na época a gente ainda não tinha planos de ter filhos. Tinha uma família interessada nele, mas eles acabaram desistindo quando o bebê estava na Casa da Hospitalidade”, acrescenta.  

O menino ainda luta contra as sequelas da prematuridade. Ele precisa do acompanhamento de uma equipe multiprofissional, com cardiologista, nutricionista, pediatra, uma fisioterapeuta que usa um método específico para crianças com problemas neurológicos.

1 ano depois o bebê recebeu alta e foi encaminhado para a Casa da Hospitalidade

1 ano depois o bebê recebeu alta e foi encaminhado para a Casa da Hospitalidade

“Ele não pode ficar gripado. A gente evita aglomeração, local fechado, mas desta vez ele teve um processo alérgico e acabou indo para a UTI do hospital onde está entubado. A fisioterapia é essencial para ele. No feriado houve uma pausa grande na rede pública, mas conseguimos que a fisioterapeuta atendesse ele, se não o teríamos perdido. É um dia de cada vez. É um milagre ele estar vivo”, diz o represente comercial.

O longo processo de adoção está chegando ao fim depois de mais de um ano. Falta apenas uma audiência no juizado para que o menino finalmente seja filho definitivo do casal, que por enquanto tem a guarda.

Um novo nome já foi escolhido, Benjamim, mas o principal desejo nesse momento é ver o menino fora da UTI onde está internado desde a semana passada.

Apesar das dificuldades e do quadro neurológico complicado, há alguns dias a perseverança e o amor demonstraram resultado.

“Ele sorriu pra minha esposa quando ela dava banho nele. Os médicos diziam que ele nunca poderia sorrir”.

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