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CÁSSIA LIMA

Na manhã desta quarta-feira, 6, os mais de 130 mil alunos da rede pública estadual retornaram pela terceira vez este ano às salas de aula. Este último retorno ocorreu depois da decisão da justiça em declarar ilegal a greve dos educadores. Desta vez, os alunos têm a esperança de não ter mais o calendário escolar paralisado.

Os estudantes voltaram às aulas no dia 7 de março, quando começou o ano letivo de 2016, e logo na primeira semana ficaram sem aulas por três dias devido à paralisação nacional dos professores. Veio depois o feriado da Semana Santa e depois outra paralisação de advertência e uma rápida greve findada pela justiça ainda na manhã de terça-feira, 5.

Movimento normal também na Escola Alexandre Vaz Tavares, no Bairro do Trem. Foto: Seles Nafes

Movimento normal também na Escola Alexandre Vaz Tavares, no Bairro do Trem. Foto: Seles Nafes

“Nós entendemos a luta dos professores, mas eu estaria mentindo se dissesse que isso não nos prejudica. Que bom que agora voltamos e espero que não se fale tão cedo de greve”, comentou o estudante Jardel Nunes.

Brenda: melhor notícia do ano. Fotos: Cássia Lima

Brenda: melhor notícia do ano. Fotos: Cássia Lima

Na Escola Estadual Professora Maria Carmelita do Carmo, localizada no Bairro do Buritizal, na Zona Sul, cem por cento dos alunos e professores retornaram às aulas. A escola possui 981 alunos do ensino médio e integrado e 107 professores. O momento agora é de reorganizar o calendário escolar.

Diretora Graça Rodrigues: reorganizar o calendário

Diretora Graça Rodrigues: reorganizar o calendário

“Foram mais 5  dias perdidos em nosso calendário que foi alterado que terá aulas até 21 de janeiro de 2017. Não vamos mexer nas aulas e no cronograma previsto. Vamos estender um pouco mais o calendário”, explicou a diretora da Escola Carmelita, Graça Rodrigues.

Brenda Amorim Gobatto, de 15 anos, estuda no primeiro ano na Escola Carmelita e conta que já estava refazendo sua rotina quando teve a informação do término da greve. Para ela, foi a melhor notícia do ano até agora.

Sala de aula na Escola Carmelita do Carmo

Sala de aula na Escola Carmelita do Carmo

“Eu já estava pensando em fazer um curso e depois ter que faltar nas minhas aulas de música aos sábados para pagar aula. Era o prejuízo que eu previa. Mas agora fico feliz que tudo será normalizado. Seria uma perda muito grande de tempo e conhecimento”, avaliou.

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