NOI afirma que funcionário da Sesa vendia cursos piratas pela internet

De acordo com a Polícia Civil, ele usava nomes de outras pessoas para vender os cursos
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OLHO DE BOTO

Um funcionário efetivo da Secretaria de Saúde do Amapá (Sesa) foi preso nesta terça-feira, 5, acusado falsidade ideológica e pirataria. Segundo a Polícia Civil, ele usava nomes de outras pessoas para negociar cursos piratas em sites de compra e venda e pelas redes sociais.

Renival Jardim Lima, que também é proprietário de uma lan house, vinha sendo investigado há cerca de 1 ano pelo Núcleo de Operações e Inteligência (NOI) da Polícia Civil. O ponto de partida das investigações foi uma queixa crime feita por uma empresa do Rio de Janeiro chamada  Medcursos, especializada em cursos e com filial no Amapá.

De acordo com a polícia, a lan house também tinha um serviço de fotocópias, e, sempre que fazia cópias de documentos de clientes, ele aproveitava para fazer uma segunda cópia e guardar.

O objetivo, de acordo com o delegado Sidney Leite, do NOI, era aproveitar os dados das pessoas e utilizar na venda de videoaulas que ele conseguia desbloqueando os DVDs originais da empresa Medcursos. 

“Ele criava perfis falsos no Mercado Livre e Facebook com esses nomes e oferecia os cursos. Um curso que custava até R$ 18 mil ele vendia por R$ 150 (cento e cinquenta reais)”, explicou o delegado. Em algumas vendas ele chegava a se identificar como médico para ganhar a confiança dos clientes. 

HDs e computadores apreendidos na casa de Renival Lima. Perícia vai determinar tamanho do prejuízo. Fotos: Olho de Boto

HDs e computadores apreendidos na casa de Renival Lima. Perícia vai determinar tamanho do prejuízo. Fotos: Olho de Boto

Além da denúncia da empresa no Rio de Janeiro proprietária dos cursos, a filial dela no Amapá fez o monitoramento em redes sociais também confirmou que os anúncios estavam circulando no estado. Contudo, o acusado teria vendido cursos para pessoas em várias cantos do Brasil.

Quando a Polícia Civil chegou à residência de Renival Jardim Lima, no Bairro Infraero I, na Zona Norte de Macapá, já de posse de um mandado de busca e apreensão, ele estava no computador postando mais um anúncio. Renival foi preso em flagrante.

O NOI vai periciar os dois computadores apreendidos na casa do acusado, além de HDs e pendrives. O objetivo é descobrir o tamanho do prejuízo causado para a empresa. Na casa dele também havia dezenas de cópias de documentos de outras pessoas.

Seles Nafes
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