Compartilhamentos

SELES NAFES

O ex-deputado estadual Bruno Mineiro (PT do B) decidiu que não irá concorrer nas eleições de outubro deste ano, acabando com a expectativa que existia até o ano passado de que poderia disputar a prefeitura da capital Macapá. Ele deverá concorrer ao cargo de deputado estadual em 2018, mas também não descarta a Câmara dos Deputados.

Aos 36 anos, o ex-candidato ao governo do Estado e engenheiro civil tem se dedicado a sua empresa de construção e à organização do partido visando as eleições no interior do Amapá.

Com Aline Gurgel, sua candidata à vice em 2014. Fotos: Arquivo

Com Aline Gurgel, sua candidata à vice em 2014. Fotos: Arquivo

O ex-deputado foi secretário de Transportes durante o governo Camilo Capiberibe (PSB) e disputou o governo do Amapá em 2014, terminando a corrida em 4º lugar com 7,87% da preferência dos eleitores, o equivalente a mais de 30 mil votos.  Depois do resultado nas urnas ele voltou a ser deputado estadual até completar o mandato em 31 de dezembro do mesmo ano.

Além de articular candidaturas em vários municípios, Mineiro, que comanda o PT do B no Amapá, deve apoiar um candidato à prefeitura de Macapá, mas ainda não decidiu qual. Apesar de ter trabalhado no governo do PSB, ele disse que ainda não teve qualquer diálogo com Camilo Capiberibe sobre o assunto.

Como secretário de Transportes no governo Camilo

Como secretário de Transportes no governo Camilo

Porque você decidiu que não será candidato?

Não tem como fazer isso agora. Queremos participar do pleito apoiando algum nome, mas diretamente não. Não é o momento.

Então só em 2018?

Sim. E não deve ser uma candidatura majoritária, deve ser deputado estadual ou federal, mais para estadual porque já tenho conhecimento acumulado sobre como legislar.

Com quem você conversou até agora sobre alianças para as eleições deste ano?

Conversei com o senador Randolfe (REDE-AP), que foi lá na minha casa; conversei com o deputado(estadual) Ericláudio Alencar, que é líder do governo na Assembleia; com a vereadora Aline Gurgel (PR), minha parceira na chapa para o governo; com a família Borges, mais especificamente com o Geovani (irmão do pré-candidato Gilvan Borges). Essas são as frentes que estão mais organizadas para disputar a prefeitura de Macapá.

E com o PSB, não teve nenhum diálogo?

Ainda não, mas poderemos conversar. Temos afinidades políticas e bom relacionamento com representantes do partido. Se houver um convite vamos conversar.

Que candidatos o PT do B deve lançar ou apoiar nos municípios?

Em Serra do Navio temos o Elson, que é funcionário da Justiça; em Oiapoque será o empresário Enoque, que tem se destacado lá; em Tartarugal vamos apoio o Almir, que é do PR, em Pedra Branca do Amapari ainda estamos discutindo. Em Mazagão vamos apoiar a reeleição do prefeito Dilson (Borges) e há uma grande possibilidade de compormos com a vice na chapa da prefeita Nazilda, em Laranjal do Jari.

Em 2018, Assembleia ou Câmara

Em 2018, Assembleia ou Câmara

O senhor foi secretário de Transportes do Estado (2013/2014).  Como foi essa experiência?

Muito boa. Lançamos o plano rodoviário (conjunto de obras de pavimentação de rodovias), asfaltamento a rodovia que dá acesso ao município de Amapá, iniciamos a rodovia do Pracuúba, lançamos a ponte sobre o Rio Matapi, retomados a AP-70, asfaltamos 30 quilômetros em Macapá, 10 quilômetros em Santana e em outros municípios.

Compartilhamentos