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ANDRÉ SILVA

Quem tem sepultado parentes no Cemitério São Francisco de Assis, na Zona Norte de Macapá, tem ficado surpreso com as cenas de abandono. Em vários lugares o mato chega a quase dois metros de altura. A má conservação do espaço dificulta até mesmo a localização de túmulos.

Até para ir de um lado ao outro no cemitério é difícil. Parte do muro já foi construída, mas uma grande parte ainda está para ser reparada.

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É difícil até cruzar o cemitério. Fotos: André Silva

O São Francisco está prestes a comemorar 20 anos de criação. O lugar possui mais de 8 mil lotes e mais de 17 mil pessoas sepultadas. Além da população de Macapá, o cemitério ainda tem que ser dividido com o município de Santana.

O empresário Edionei Silva, de 43 anos, foi  acompanhar o sepultamento de um amigo e se deparou com o descaso dos órgãos responsáveis pela manutenção do local, nesse caso a Secretaria Municipal de Manutenção Urbanística  (Semur), órgão subordinado à prefeitura de Macapá.

Sepulturas escondidas no meio do matagal

Sepulturas escondidas no meio do matagal

“É uma vergonha ter um cemitério assim com tanto imposto que a gente paga. Eles não respeitam nem os mortos. Tivemos dificuldade até de encontrar o local aonde iríamos enterrar meu amigo”, desabafou o empresário.

O secretário da Manutenção Urbanística, Manoel Bacelar, foi procurado pelo site SELESNAFES.COM, mas não retornou as ligações. Segundo o administrador do local, várias solicitações de limpezas já foram feitas, mas até agora não foram atendidas.

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