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SELES NAFES

Equipes do Núcleo de Operações e Inteligência (NOI) da Polícia Civil do Amapá prenderam três pessoas acusadas de transportar e comercializar gado furtado no interior do Amapá. As prisões ocorreram na madrugada desta quinta-feira, 21, no município de Tartarugalzinho, a 232 quilômetros de Macapá.

Os policiais tinham a informação de que uma picape na BR-156 estaria transportando dois quartos de búfalo, o equivalente a quase 1 tonelada. O veículo foi parado e o material foi apreendido.

Foram presos Patrick de Souza Brito (mais novo), Lucas Barbosa (moreno) e Maria Eliana da Silva Barbosa. O pai de Lucas possui um açougue no município de Pracuúba. Maria Eliana é funcionária de uma fazenda e acusada de facilitar a entrada dos ladrões, segundo a polícia.

Patrick e Lucas, cujo pai é dono de açougue. Fotos cedidas pelo NOI

Patrick e Lucas, cujo pai é dono de açougue. Fotos cedidas pelo NOI

Maria Eliane era funcionária de uma fazenda acusada de facilitar a entrada dos criminosos

Maria Eliane era funcionária de uma fazenda acusada de facilitar a entrada dos criminosos

Os três foram apresentados no Ciosp do Pacoval em flagrante por receptação qualificada, e nesta sexta-feira, 21, terão audiência de custódia. A carne será doada ao Parque Zoobotânico de Macapá, porque não foi possível, no feriado, periciar a carne e verificar se ela estaria própria para consumo humano. 

Ladrões

Há meses a Polícia Civil vem investigando denúncias de fazendeiros sobre o furto de gado em propriedades da região de Tartarugalzinho e Pracuúba. Os criminosos agem com tranquilidade, e chegam a abater e destrinchar o animal nas terras dos próprios fazendeiros. A carne geralmente é comercializada em açougues da região

Acusados foram presos em flagrante por receptação qualificada

Gado será doado ao Parque Zoobotânico

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Acusados foram presos em flagrante por receptação qualificada

“A quantidade de carne é muito grande, muito mais que a gente imaginava. A quantidade de subtrações vem crescendo com uma frequência enorme”, comentou o delegado Sidney Leite, do NOI, que comandou a operação da madrugada.

A polícia já sabe que muitos ladrões entram nas propriedades sob o pretexto de que irão abater búfalos selvagens em áreas de conservação, uma manobra para driblar a fiscalização ambiental.

“Eles vão e retiram os búfalos marcados pelos criadores, fazem o abate e vão deixando cabeças e patas para trás. Vamos continuar intervindo com certeza e de forma intensa, apesar de a área ser muito grande”, acrescentou Sidney Leite.

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