Compartilhamentos

DA REDAÇÃO

Profissionais de saúde que tiveram contato com o bebê vítima de H1N1 e com o médico cubano Abel Ernesto Toledo, que também pode ter morrido da mesma doença, estão preocupados com a possibilidade de contágio. O Sindicato dos Profissionais de Saúde do Amapá (Sindsaúde) deve oficializar ainda nesta quarta-feira, 6, um pedido formal à Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) para que os profissionais sejam acompanhados com maior atenção para possíveis sintomas.

O H1N1 pode ser transmitido direto por secreção ou pelo ar. Todos os profissionais do Hospital de Clínicas Alberto Lima, onde o médico cubano foi internado no último domingo, 3, estão trabalhando com máscaras.  

A mesma preocupação existe na Unidade de Saúde do Bairro Cidade Nova, onde Abel Ernesto Toledo era lotado pelo Programa Mais Médicos.

“Assim que soubemos dos casos pedimos informações das gerências do hospital sobre o que está sendo feito, e vamos cobrar da Secretaria de Saúde do Estado ações pra termos uma noção do acompanhamento que será dado a esses colegas que tiveram contato com os pacientes”, disse Ismael Cardoso, presidente do Sindsaúde.

Segundo ele, o mínimo nesse momento é colocar os profissionais sob vigilância, não apenas por causa do H1N1, mas também em função de outras doenças contagiosas.

“No caso da meningite, por exemplo, a gente só sabe que o paciente tinha essa doença depois que ele morre ou que se recupera. Essa informação geralmente é omitida dos profissionais e isso não deveria acontecer”, critica Cardoso.

Compartilhamentos