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DA REDAÇÃO

Um trabalho de inteligência conjunto entre as polícia Civil e Militar do Amapá terminou com a prisão de um grupo acusado de participar de furtos e roubos de aparelhos celulares. Os integrantes faziam toda a cadeia do crime, da subtração do celular passando pela mudança do imei até a venda dos aparelhos.

A prisão ocorreu por volta das 23h30min desta quarta-feira, 13, e foi efetuada por equipes do Batalhão de Rádio Patrulhamento Motorizado (BRPM) seguindo informações do Núcleo de Operações e Inteligência (NOI) da Secretaria de Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp).

cada integrante tinham uma tarefa no grupo. Fotos: Olho de Boto

Cada integrante tinham uma tarefa no grupo. Fotos: Olho de Boto

Foram presos: Gildete Vilhena Amanajás, de 42 anos, Lucivane Evangelista da Silva, de 55 anos, José Maurício da Silva Nóbrega, de 29 anos, Felipe da Penha Silva Ferreira, de 25 anos, e Ekitho Keith Vaz Cardoso, de 40 anos.

Os policiais receberam a informação de que Gildete estaria em um bar próximo da Ponte Sérgio Arruda comercializando aparelhos que teriam sido furtados de uma loja da telefônica Oi esta semana.

Os policiais chegaram e encontraram Gildete ainda no local. Ele tinha na bolsa dois aparelhos e acabou confessando que foram furtados da loja da empresa. Junto com Gildete estava Lucivane. Gildete disse que o marido, José Maurício, foi quem teria feito o furto.

Porções de crack e papelotes já prontos para comercialização

Porções de crack e papelotes já prontos para comercialização

Ela indicou que o marido estava em uma residência na Avenida Padre Júlio Maria Lombaerd, no Bairro Santa Rita. Quando as primeiras viaturas chegaram ao endereço ele tentou fugir, mas rapidamente foi alcançado e preso.

Dentro da residência os policiais encontraram o motivo do desespero de José Maurício, também conhecido como “Marron”: duas grandes porções de crack e quase 50 papelotes da mesma droga.

Os PMs também acharam 13 aparelhos celulares novos. José Maurício confessou a origem dos celulares, e disse que Gildete tinha ficado encarregada de vender os aparelhos.

Ekito Keith, que também foi preso na mesma operação, era o técnico responsável pela mudança do imei dos aparelhos, um código individual de fábrica que cada celular possui como se fosse uma impressão digital.

Ekito Keith trabalha em uma loja de informática, e confessou que usava programas de computador para alterar o imei. O BRPM apreendeu dois notebooks supostamente usados nesse desbloqueio. Na residência dele a polícia também encontrou outro aparelho furtado.

Um gerente da loja esteve no Ciosp do Pacoval e reconheceu todos os aparelhos.

De todos os presos a situação mais complicada é de Lucivane, que estava com Gildete no bar. Luciavane é condenada por homicídio e está com a prisão decretada pela Justiça.

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