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CÁSSIA LIMA

Os servidores públicos do Estado não aceitaram a proposta de parcelamento do salário referente ao mês de abril feita pelo governo do Amapá nesta quarta-feira, 20, em encontro na Escola de Administração Pública (EAP). A negativa foi unânime por parte dos sindicatos, que preferem o pagamento atrasado, mas integral.

O governo do Estado foi representado pelo secretário de Planejamento Antônio Teles, a secretária de Administração Gorete Sousa, o procurador-geral do Estado Narson Galeno, e o secretário de Justiça e Segurança Gastão Calandrine.

Servidores questionaram

GEA apresentou duas propostas aos servidores públicos, mas foram recusadas

Foram apresentadas duas propostas: parcelar os salários com o primeiro vencimento para o dia 30 de abril e o segundo, para o quinto dia útil de maio. A outra opção era pagar os salários de forma integral até o décimo dia útil de maio.  

“Não queremos parcelar o salário de nenhum servidor, por isso realizamos essa reunião para ouvir a contraproposta deles. Eu, enquanto servidor do Estado, também entendo as dívidas que o trabalhador tem ao fim do mês. Queremos negociar”, frisou o secretário de Planejamento, Antônio Teles.

Os servidores representados por 30 sindicatos apresentaram uma única proposta: receber o salário integral até o quinto dia útil de maio. Eles consideram ilegal o pagamento no décimo dia do mês, assim como não querem a fusão das secretarias de Cultura e Desporto.

mesa de negociação

Bancada de secretários estaduais tentaram negociar parcelamento com os sindicatos

“Não aceitamos essas propostas enquanto o governo não fizer a lição de casa. Queremos que o governo abra a ‘caixa preta’ das grandes e pequenas secretarias. Porque contrataram uma empresa R$ 200 mil mais cara para prestar serviço de recolhimento de resíduos? Porque não pagar os salários de uma única vez até o dia 5 como manda a lei”, questionou Tatiana Almeida, representante do Sindicato dos Servidores Públicos Federais Civis no Estado do Amapá (Sindsep)

Com o impasse, a reunião terminou de forma frustrada, sem negociação ou previsão de outro encontro. De acordo com a Associação dos Delegados de Polícia do Amapá (Adepol), os servidores irão tomar outras medidas na justiça.

“A Adepol não aceita nenhuma opção. Vamos tomar as vias jurídicas e executar mandado de segurança, intervenção federal, crime de responsabilidade fiscal e representação no Ministério Público”, adiantou o presidente da Adepol, delegado Sávio Pinto.

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