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CÁSSIA LIMA

No início da tarde desta quinta-feira, 14, o Tribunal do Júri absolveu três réus acusados de formar o grupo de extermínio “Homens de Preto”, que teria executado Elienai Silva, em 2008. Segundo acusação do Ministério Público, o grupo – formado por um cabo da Polícia Militar e dois irmãos – teria recebido R$ 2 mil para assassinar a vítima.

O crime ocorreu na madrugada do dia 24 de janeiro de 2008, no bairro Jardim Marco Zero, Zona Sul de Macapá. Na época as investigações apontaram que Elienai teria matado Wilquim Pereira, em 2007. O pai de Wilquim então teria contratado o suposto grupo de extermínio para vingar a morte do filho.

Eram acusados de matar Elienai e participar do grupo “Homens de Preto”, o ex-cabo da PM, Rilson Belo Gibson, e os irmãos Josimauro Passos Corrêa e Renato Passos Corrêa.

Advogado de defesa, Mauricio Pereira, nega participação dos réus em grupo de extermínio

Advogado de defesa, Maurício Pereira, nega participação dos réus em grupo de extermínio

Três testemunhas foram ouvidas nesta manhã. Durante a tarde foram feitos os debates, onde acusação e defesa fizeram a sustentação oral do caso.

Apesar de o grupo ser suspeito de ter cometido mais de seis execuções, apenas uma delas estava em julgamento.

Após argumentação, a promotoria entendeu que não haviam provas suficientes para a condenação, absolvendo os réus. Mesmo com a absolvição, o trio continua preso acusado de outras execuções praticadas pelo suposto grupo de extermínio.

“A polícia criou uma estória de que o cabo Gibson comandava um grupo de extermínio conhecido como ‘Homens de Preto’. E que agia como um grupo de justiceiros. Imputaram a ele a autoria do crime, sendo que o mesmo não praticou esse fato. A única prova é uma confissão do Renato, feita mediante tortura da polícia, o que ficou comprovado nesse juri”, finalizou o advogado de defesa dos réus, Maurício Pereira.

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