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SELES NAFES

A ex-secretária de Educação de Macapá, Dalva Figueiredo (PT), criticou a forma como ficou sabendo de sua demissão (pelas redes sociais), e também os critérios do processo de intervenção e auditoria nas contas da Semed. Segundo ele, há irregularidades administrativas praticadas em anos anteriores que não estão sendo consideradas. Além disso, ela avalia que auditoria é direcionada apenas para sua gestão.

“Fico sabendo pelas redes sociais que fui afastada por causa de auditoria. É uma desmoralização com meu tempo de serviço e história. Eu não posso aceitar essa forma seletiva de auditar. Quando eu assumi para regularizar os contratos de anos anteriores, ele (o prefeito) não fez nenhuma auditagem, e agora tem uma. Não estou defendendo que não haja investigação. Sou a primeira a querer saber por que a falha com os uniformes ocorreu. Isso tem que ser apurado”, comentou.

Dalva se referiu aos 37 mil uniformes escolares que foram comprados pela prefeitura de Macapá  com emenda do senador Randolfe Rodrigues (Rede), mas que foram entregues com defeitos.

Uniformes deveriam substituir os atuais

Uniformes deveriam substituir os atuais, mas 70% estariam com defeito

Segundo Dalva, o contrato com o fabricante passou por todas as etapas, desde a licitação, controladoria, fiscalização de contrato, e setor administrativo e financeiro antes de receber a autorização de pagamento, no valor de R$ 630 mil. Contudo, só na hora de distribuir os uniformes é que os defeitos foram encontrados.

O material foi devolvido, e a empresa começou a entregar novos uniformes com um material diferente, mas, segundo ela, de boa qualidade.

Irregularidades

A Semed está sob intervenção desde terça-feira, 24, depois que o prefeito nomeou o secretário de Planejamento Paulo Mendes para conduzir a apuração. Uma auditoria ocorre na secretaria desde abril.

Dalva Figueiredo disse que durante sua gestão enfrentou várias divergências internas como, por exemplo, o pagamento de serviços sem contrato, e citou como exemplo as obras de uma escola.

“Uma escola chamada Pratinha foi construída por uma empresa sem nenhum processo de licitação e não recebeu. Como isso não foi auditado? Já tinha essa e outras divergências, como, por exemplo, o aumento de vagas nas escolas que aumentou também os custos. Eu abri as vagas dentro do que era possível, mas ele (o prefeito) não gostou”.

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