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OLHO DE BOTO

Um vigilante decidiu fazer um protesto solitário contra o atraso de salários se acorrentando em frente ao prédio da empresa Pargel, no Bairro do Pacoval, em Macapá. Nildo dos Santos Amaral, de 42 anos, alega que não recebe há seis meses.

O protesto começou por volta das 9h da manhã desta terça-feira, 3, e depois ficou ainda mais penoso por causa do forte calor.

“É desespero de quem não recebe há 6 meses. Tenho esposa, dois filhos e não tenho o que dar para eles se alimentarem”, disse o vigilante em tom de desabafo.

Vigilante permanecia acorrentado até o fim da manhã

Vigilante permanecia acorrentado até o fim da manhã

O vigilante informou que a empresa alega estar com os repasses do governo do Estado atrasados, mas algumas situações deixariam esse argumento em dúvida.  

“A empresa patrocina shows, os inspetores usam carros Mitsubishi para fiscalizar, e a empresa alega não ter dinheiro para pagar os funcionários. Minha família ficou lá em Santana sem o almoço de hoje”, acrescentou Nildo Amaral, que até o fim da manhã permanecia acorrentado a um poste em frente à sede da Pargel.

O protesto solitário foi acompanhado por alguns colegas consternados pela situação do vigilante, que seria uma das mais graves entre todos os funcionários.

Vigilante se acorrentou por volta das 9h. Fotos: Olho de Boto

Vigilante se acorrentou por volta das 9h. Fotos: Olho de Boto

“A situação desse meu colega é mais grave. Eu trabalho há 22 anos, e hoje não tenho nada em casa. Tem sido assim desde janeiro. No meu caso não recebi nem o 13º salário. Ontem a empresa fez um pagamento que caiu na conta de alguns, mas de outros não, como foi o caso do meu colega”, reforçou o também vigilante Morais Souza.

Ninguém da empresa foi encontrado no momento da reportagem para se pronunciar sobre o assunto.

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