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DA REDAÇÃO

Um confronto entre vigilantes da empresa Vigex e policiais militares terminou com prisões e pelo menos 3 vigilantes feridos por estilhaços de bombas de efeito moral e balas de borracha nesta quarta-feira, 25. A confusão aconteceu durante um protesto em frente ao prédio da Procuradoria Geral do Estado (PGE) no Centro de Macapá.

A manifestação começou depois que vigilantes ficaram sabendo que a empresa teria recebido pagamento do Estado referente a janeiro e fevereiro, no entanto, os salários continuavam atrasados.

“Se o pagamento aos funcionários não ocorreu é um problema que os trabalhadores precisam resolver com  empresa”, comentou o procurador-geral do Estado, Narson Galeno, que estava no quinto andar do prédio esperando representantes do sindicato para confirmar que o pagamento havia sido feito. Depois da confusão a reunião foi cancelada.

Vigilante é atendido na rua depois que manifestação terminou em confusão. Foto: redes sociais

Vigilante é atendido na rua depois que manifestação terminou em confusão. Foto fornecida pelo Sindicato dos Vigilantes

Durante o protesto, o Batalhão Ambiental da PM foi até o local e verificou que havia um carro de som irregular. Quando o carro foi apreendido, o dono do veículo teria incentivado os manifestantes a não deixar a apreensão ocorrer.

“Vieram para cima da Polícia Militar, e algumas equipes de batalhões agiram para garantir a integridade física dos militares com o uso de armas não letais”, comentou o tenente Alexandro, da Divisão de Comunicação Social da PM, que está no local, acrescentando que, oficialmente, ainda não tinha notícias sobre feridos.

Contudo, sindicalistas confirmam os feridos. Eles foram socorridos por uma ambulância do Samu. Fotos foram divulgadas nas redes sociais. Os manifestantes dizem que houve uso excessivo de força, e que pelo menos 3 pessoas teriam ficado feridas.

“O tenente deu ordem para eles atirarem e atingiram 3 daqui. O presidente do sindicato foi preso. As empresas estão devendo 5 meses de salários atrasados. São duas empresas, a Vigex e a Macapá Segurança”, informou Wilson Viana, diretor do Sindicato dos Vigilantes do Amapá.

O protesto terminou por volta das 12h15min. Os vigilantes fecharam a Avenida Antônio Coelho de Carvalho, onde funciona o prédio da PGE. Equipes de vários Batalhões da Polícia Militar foram para o local acompanhar a manifestação.

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