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DA REDAÇÃO

O caso do menino de três anos que foi atingido por uma descarga elétrica na última sexta-feira, 24, no Bairro Buritizal, está sendo acompanhado pelo Ministério Público do Estado e Conselho Tutelar da Zona Sul. A avó materna da criança está com a guarda provisória.  O menino continua sedado e em estado grave.

Com o choque, a criança teve queimaduras de terceiro grau em metade do corpo, informou o conselheiro tutelar Márcio Barreto, que acompanha o caso desde o início.  O conselheiro disse ainda que emitiu um termo de responsabilidade passando a guarda do menino para a avó materna, já que a mesma é aposentada federal e tem condições de cuidar da criança.

O conselheiro entende que a mãe e o pai não apresentam condições necessárias para continuarem,  pelo menos por enquanto, com a guarda do menino. Ele apresentou denúncia do caso ao MP para que o menino receba maior atenção em relação aos cuidados de saúde. 

Marcio, conselheiro tutelar: "

Márcio Barreto, conselheiro tutelar da Zona Sul: “estamos fazendo o acompanhamento diário do caso”

“Estamos fazendo o acompanhamento diário do caso desse menino. Tenho sempre conversado com a equipe médica e denunciei o caso ao MP, para que sejam tomadas medidas em relação aos cuidados e leito para ele. Os procedimentos que nós temos que tomar estão sendo feitos”, informou o conselheiro.

Segundo Márcio, a mãe vai responder um processo por abandono de incapaz, já que ela deixou a criança com uma prima, que para o conselheiro, não apresenta uma boa conduta.

O MP recebeu a representação do Conselho Tutelar e o promotor Alexandre Monteiro, da Promotoria da Infância e Juventude, já ajuizou uma ação de proteção específica para que o Estado do Amapá disponibilize um leito de UTI para a criança na rede pública ou privada, e se for necessário, fora do estado.

promotor

Promotor de justiça, Alexandre Monteiro: “vamos precisar de mais tempo para concluir o caso”

“Eu continuo com o procedimento de investigação para saber se a mãe tem condições de continuar no poder familiar, já que o pai é presidiário. Então vamos precisar de mais tempo para concluir essa etapa”, explicou o promotor.

Ele conta que a ação ajuizada vai gerar uma ordem que o estado terá que cumprir imediatamente. O site SELESNAFES.COM entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado, mas ainda não tem nenhuma informação sobre a transferência do menino.

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