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CÁSSIA LIMA

Pela primeira vez desde sua criação, o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) usou na manhã deste sábado, 4, esteira de raio-x e detectores de metais para entrada de pessoas e objetos na penitenciária. A instalação da tecnologia busca coibir a entrada de armas e produtos proibidos que possam influenciar em tentativas de fuga de detentos, como aconteceu nesta semana.

Jeferson Dias. Fotos: Cássia Lima

Jeferson Dias, diretor do Iapen: “expectativa é que a gente diminua a entrada de materiais ilícitos”. Fotos: Cássia Lima

“A expectativa é que a gente diminua a entrada de materiais ilícitos no Iapen, haja a vista as ocorrências que temos de entrada de celulares, drogas e simulacros. Hoje toda e qualquer pessoa, incluindo os agentes da penitenciária, terão que passar pelo portal na saída e entrada do Iapen”, enfatizou o diretor da penitenciária, Jeferson Dias.

Os equipamentos são frutos de um convênio com o Departamento Penitenciário Nacional (Depen). Além da esteira e raio-x, a penitenciária também recebeu seis portais, 50 bastões e 30 banquetas.  Com o material, houve mudança na revista dos visitantes ao complexo.

Mulheres esperando para passar pelo portal

Mulheres esperando para passar pelo portal de detector de metais

“Antes a gente tinha que entrar em uma sala e tirar a roupa para fazer a revista íntima. Claro que era desconfortável, mas assim é bem melhor. Hoje isso só vai acontecer em caso do raio-x detectar algo”, disse uma mulher que estava indo visitar o marido na penitenciária.

O portal foi instalado na entrada principal do Iapen. O complexo feminino ainda não possui o equipamento. A proposta é que o equipamento de segurança denuncie a entrada de objetos como armas brancas, simulacros e até drogas na penitenciaria.

No vídeo abaixo, o agente Ivanildo explica o uso do raio-x. O equipamento detectou um clipe em uma bolsa, o material não pode entrar no Iapen.

Para o uso da tecnologia foi necessária a restauração do sistema elétrico da penitenciaria. Em 2010, uma esteira, avaliada em mais de R$ 600 mil, foi perdida porque a gestão passada comprou o material, mas não reestruturou a rede elétrica.

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