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CÁSSIA LIMA

A 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap) absolveu o réu Anderson Mitri Barros Ferreira, de 30 anos. Ela era o único acusado de assassinar o motoboy Elqui do Vale Nascimento, de 24 anos, em novembro de 2015. O Ministério Público recorreu da sentença.

Segundo a decisão proferida pela juíza Simone Moraes dos Santos, as provas carreadas no processo não chegam à conclusão absoluta, clara e concreta dos fatos narrados na denúncia do Ministério Público. A sentença relembra ainda que o acusado foi supostamente visto com a vítima.

Corpo de Elqui do Vale Nascimento foi encontrado com sinais de estrangulamento em um ramal próximo da Rodovia Norte-Sul

Corpo de Elqui do Vale Nascimento foi encontrado com sinais de estrangulamento em um ramal próximo da Rodovia Norte-Sul

A sentença, além de causar revolta na família, trouxe estranhamento ao delegado Anderson Costa, da Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (Dccp), que investigou os fatos do caso.

Delegado Anderson Costa: vítima saiu da orla com Anderson na moto

Delegado Anderson Costa: “as evidências só apontam para o mesmo acusado”

“Eu apurei todos os fatos, inclusive, encontramos sangue da vítima na roupa do réu, mas não compreendemos a decisão da justiça. As evidências só apontam para o mesmo acusado, mas vamos esperar a próxima decisão”, comentou o delegado.

O corpo do motoboy foi encontrado com sinais de estrangulamento em um ramal próximo da Rodovia Norte-Sul, na Zona Norte de Macapá, no dia 24 de novembro passado. Ele tinha uma corda de nylon enrolada no pescoço, estava sem a aliança e a moto em que conduzia desapareceu. Ele estava há cinco dias desaparecido quando foi encontrado

Elqui do Vale saiu de casa para entregar currículos no dia 19 de novembro. À noite foi para uma festa e depois, na orla da cidade, conheceu o réu. De acordo com as investigações da Polícia Civil, todas as provas apontam a autoria do crime de latrocínio. Entretanto, a polícia nunca encontrou a moto da vítima, uma Honda Titan vermelha, placa NFA-5395.

Michele Nascimento. Foto: Cássia Lima

Michele Nascimento, irmã da vítima: “estamos indignados com a decisão”. Foto: Cássia Lima

“Estamos indignados com essa decisão e o promotor do caso já recorreu. O celular do meu irmão estava com a família do réu, ele foi visto com meu irmão e agora é absolvido. Hoje ele está em liberdade enquanto que meu irmão está morto. É injustiça demais”, lamentou Michele do Vale, de 27 anos, irmã da vítima.

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