Compartilhamentos

ANDRÉ SILVA

O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários (Sincotrap) do Amapá decidiu deflagrar greve a partir do dia 15 deste mês. Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12% nos salários, aumento nos auxílios gás e cesta básica, além da redução da jornada de trabalho. 

Reunidos em assembleia no último dia 3, os sindicalizados optaram pela greve. Eles dizem que chegaram a ir à mesa de negociação com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amapá (Setap), mas não houve avanço.

presidente

Cristiano Augusto, diretor financeiro do Sincotrap: “nāo aceitamos a proposta e decidimos pela greve”. Foto: André Silva

“A proposta inicial era que o aumento fosse de 20%. Nós estamos levando em consideração a inflação mais o ganho real. Eles fizeram a contraproposta de 6% e nós não aceitamos, por isso decidimos pela greve”, disse o diretor financeiro do sindicato, Cristiano Augusto.

A reunião aconteceu com a diretoria do Setap e terminou em tumulto e ameaças.

“Os caras são truculentos. Na mesa de negociação o presidente do sindicato deles (Décio Nunes) jogou um copo de café na cara de um de nossos diretores. Nós já temos experiência com ameaças, como a que aconteceu com o companheiro Frota (ex-presidente do sindicato)”, denuncia Cristiano.

O site não conseguiu contato com o diretor do Setap Artur Sotão. Décio Nunes não mora no Amapá.  

Os sindicalistas querem 12% de aumento nos salários. A cesta básica que hoje é no valor de R$ 400, passe para R$ 500, e o vale gás de R$ 60 para R$ 100. Além da redução na carga horário de 7 para 6 horas.

O presidente do sindicato, Genival Cruz, está afastado do cargo porque vai concorrer as eleições municipais desse ano. Quem assumiu interinamente o cargo foi Cristiano Augusto.

Compartilhamentos