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CÁSSIA LIMA

Se a crise financeira já diminuiu a arrecadação dos estados e municípios, a situação pode agravar mais um pouco nesse mês. A paralisação dos auditores fiscais da Receita Federal pode comprometer a arrecadação pública nos próximos meses. No Amapá, a categoria paralisou 70% do atendimento. 

Os auditores pedem que o governo cumpra o acordo estabelecido em março desse ano que pede reajuste salarial e resgate de autoridade. Na época, o governo se comprometeu em atender às revindicações até por meio de uma Medida Provisória com validade para agosto.

No Amapá atuam 16 auditores que paralisam as atividades duas vezes por semana. Fotos: Cássia Lima

No Amapá, atuam 16 auditores que paralisam as atividades duas vezes por semana. Fotos: Cássia Lima

“O governo enviou semana passada um Projeto de Lei ao Congresso, mas queríamos a Medida Provisória, além disso, o projeto não tem validade e nem previsão de votação por isso estamos de braços cruzados”, frisou o auditor Eduardo Pimentel. 

A mobilização nacional dos auditores fiscais da Receita Federal afeta os serviços de dúvidas sobre o Imposto de Renda, o desembaraço de importações e exportações e a arrecadação de impostos federais, já que irá cair o volume de autuações.

Auditor Igor Siebra: população não sente, mas a arrecadação é afetada

Auditor Igor Siebra: população não sente, mas a arrecadação é afetada

“A população diretamente não será prejudicada, mas isso afeta diretamente a arrecadação tributária e a implementação em políticas públicas dos estados e municípios. Quando deixamos de cobrar o Estado deixa de arrecadar”, explicou o auditor Igor Siebra. 
No Amapá, os 16 auditores cruzam os braços cruzados sempre às terças e quintas-feiras. Nos outros dias o trabalho é normal. A paralisação afeta a fiscalização, malha fiscal e aduaneira.
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