Compartilhamentos

SELES NAFES

As companhias aéreas decidiram fazer uma grande mobilização para pressionar os senadores a aprovar o projeto de resolução que fixa em até 12% o ICMS dos estados sobre o querosene de aviação. Esta semana, o autor do projeto, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), se reuniu com a direção da Gol e pediu que mesmo antes da votação em plenário a empresa passe a operar com mais dois voos para o Amapá.

Hoje, a Gol, TAM e Azul fazem apenas duas viagens diárias para o estado. Há dois anos, antes da crise, eram 12 voos diários no total.

“Vamos fazer uma maratona de encontros e pedir às outras duas companhias a mesma coisa: a ampliação da malha com mais voos”, adiantou Randolfe Rodrigues após o encontro com o presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff.

Senador Randolfe e o presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff. Foto: Divulgação

Senador Randolfe e o presidente da Gol, Paulo Sérgio Kakinoff. Foto: Divulgação

O projeto, que já foi aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, está marcado para ser votado no dia 2 de agosto em plenário. O executivo revelou ao senador que as empresas estão mobilizadas.

Elas vão colocar panfletos nas aeronaves pedindo que os passageiros pressionem os senadores de seus estados a aprovar a proposta que deve baratear o custo das companhias, e, pela lógica, as passagens.

A bancada paulista, pressionada pela proposta, alega que o estado poderá perder milhões com a redução do ICMS sobre o combustível de aviões, e propôs ao Conselho Fazendário (Confaz) que nos estados do Norte o teto da alíquota fosse diferenciado, ficando em até 3%.

“Eu informei ao presidente da Gol que o governo do Amapá está disposto a adotar essa alíquota, e ele me perguntou o que o estado quer em troca. Respondi que queremos a ampliação da malha aérea e consequentemente mais voos e menor preço nas passagens”, relatou o parlamentar. O presidente da Gol ficou de iniciar as tratativas com o governo do Estado.

Efeito

A reação das bancadas, governos estaduais e das aéreas à aprovação do projeto na comissão fez o Confaz debater o assunto, e isso pode fazer com que seja necessário adiar a votação em plenário.

“O projeto já cumpriu um efeito, pressionou o Confaz a reduzir. Com a negociação que estamos fazendo com as empresas pode ser necessário segurar um pouco a votação. A Azul já atendeu um pedido nosso e substituiu os aviões que faziam a rota pra Macapá. Dessa vez vamos pedir mais dois voos e ver se chegarmos a 14 voos”.

Compartilhamentos