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CÁSSIA LIMA

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) negou na manhã dessa terça-feira, 26, a autorização para realização da “Semana de Cultura Country”, que culminaria em um baile dentro da Fortaleza de São José de Macapá, monumento histórico tombado pelo Instituto.

O Iphan, que é o órgão responsável em avaliar a realização de eventos em monumentos tombados, negou o pedido afirmando que a festa traria sérios danos ao monumento por causa da mega estrutura que se pretendia instalar. O receio era que a base do monumento fosse danificada, assim como o patrimônio depredado.

Festa

Festa country seria realizada no período de 29 de julho a 6 de agosto

A Semana de Cultura Country seria realizada na Fortaleza de 29 de julho a 6 de agosto, finalizando a programação com o “Bailão do Forte”. A ideia da festa era comemorar a cultura country com danças, shows, desfiles e comidas típicas.

A estrutura do evento contava com bar, pista, camarotes, arquibancadas, área de mesas e área vip. Os organizadores da festa informaram que ainda não foram notificados sobre a negativa do Iphan. A coordenação afirmou ainda que o projeto segue as normas de regulamentação do Instituto.

A proibição do Iphan é divulgada um dia após o Instituto Memorial Amapá pedir o indeferimento do evento com documento assinado por mais de 500 pessoas.

Segundo o documento encaminhado à superintendente do Iphan, o objetivo é preservar o patrimônio seguindo os critérios de liberação, já que o evento estava marcado para ocorrer no revelim da Fortaleza, área próxima do estacionamento do monumento que nunca passou por restauração.

“Não se trata, senhora superintendente, de bairrismo contra a cultura de qualquer região ou continente, e sim um clamor da sociedade civil por respeito e critérios mais rigorosos para a liberação de eventos desta natureza dentro do Patrimônio Histórico Nacional e ao seu redor. O lugar indicado para realização de parte do evento é o Revelim, um local da Fortaleza que ainda não sofreu obras de consolidação, ou seja, não foi alcançado nas obras de restauro interno. Portanto é um local fragilizado pelo tempo”, destaca o presidente do Memorial, Walter do Carmo.

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