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CÁSSIA LIMA

O Ministério da Agricultura liberou em primeiro de julho R$ 202 bilhões em crédito aos produtores rurais brasileiros. Desse total, os amapaenses terão acesso a R$ 10 milhões para operações de custeio, comercialização e investimento. De acordo com agricultores, a iniciativa demonstra o potencial do Amaá no setor e mais uma alternativa em tempo de crise.

Mas ainda é necessária a regularização fundiária para a agricultura decolar. Segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado do Amapá (Aprosoja-AP), a produção de soja contou com 14 mil hectares esse ano, e já tem uma projeção de 20 mil para 2017. A notícia de crédito animou, mas os produtores querem mesmo a regularização fundiária do Amapá.

Daniel Sebben. Fotos: Valdeí Balieiro

Daniel Sebben, presidente da Aprosoja: “é necessária a regularização fundiária para investimentos de forma correta”. Fotos: Valdeí Balieiro

“O banco tem feito um esforço enorme para atender a necessidade dos produtores, mas existe uma coisa que dificulta muito, que é a regularização fundiária. Não temos documentos das terras e isso impede licenciamentos, empréstimos e venda. De fato, essa é uma oportunidade de o estado crescer, mas é necessária a regularização para investirmos de forma correta”, explicou o presidente da Aprosoja, Daniel Sebben.

O recurso é oriundo do Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017 em parceria com o Banco do Brasil (BB), e se estende até 30 de junho de 2017. O Plano Safra foi apresentado nesta terça-feira, 5, a representantes do setor agrícola do Amapá.

O valor disponível leva em consideração o crescimento de 14% do setor no Amapá em 2015. Fátima e Manoel foram os primeiros a conseguir o empréstimo.

Fátima e Manoel

Fátima e Manoel assinaram os papeis do financiamento durante lançamento do Plano Safra no Amapá

“Sempre fazíamos empréstimo, mas esse é diferente. Primeiro porque são R$ 298 mil. E segundo, porque estamos expandindo nossa produção para outros estados. Essa parceria é uma grande oportunidade”, disse a agricultora.

O superintendente estadual do Banco do Brasil, Sadir Herndges, explica que para o produtor ter acesso ao crédito, basta se dirigir a uma agência do BB e ter em mente o projeto de gastos e custos para o empréstimo. O tempo para liberação do crédito varia de três dias a um mês. A ideia é que o recurso aumente o interesse de investimento do produtor empresarial no Estado.

Sadir Hendges

Sadir Hendges, superintendente estadual do Banco do Brasil: “esse é um caminho para desenvolver um estado com economia forte e consolidada”

“A ideia é que com o dinheiro disponível aumente o interesse de investimento do produtor médio e empresarial no Amapá. Esse é um caminho para desenvolver um estado com economia forte e consolidada”, ressaltou.

O agricultor pode ainda procurar a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) ou o Rurap para fazer o projeto especificando qual área de atuação, quanto dinheiro pode financiar, qual o custeio ou investimento, e o prazo de pagamento.

secretário Osvaldo Hélio

Secretário Osvaldo Hélio: “esse produto pode aumentar a arrecadação do estado para 2017”

“As possibilidades mostram que temos 400 mil hectares a serem explorados no Amapá. Nós temos muitas possibilidades de produção e crescimento. Isso significa que esse produto pode aumentar a arrecadação do Estado para 2017. Estamos apostando nisso”, destacou o secretário de Desenvolvimento, Osvaldo Helio.

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