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SELES NAFES

O presidente da ONG Carlos Daniel, Agenilson Pereira, foi impedido de entrar no Hospital da Criança nessa quinta-feira, 28, em Macapá, por que queria entregar um brinquedo para duas crianças com suspeita de leucemia. Funcionários alegaram que o boneco poderia causar contaminação no ambiente hospitalar.

A ONG dá assistência a pacientes com câncer ou suspeita de estar com a doença. Este ano, a Secretaria de Saúde do Amapá (Sesa) encaminhou para hospitais de São Paulo mais de 20 crianças para tratamento. Pelas contas da entidade, mais de 50 crianças estão internadas em SP lutando contra a doença.

Boneco artesanal 'Carlinhos' foi barrado no HCA. Fotos: Seles Nafes

Boneco artesanal ‘Carlinhos’ foi barrado no HCA. Fotos: Seles Nafes

O incidente ocorreu no horário de visitas, por volta das 15h. O presidente da entidade lançou uma campanha nas redes sociais para conseguir agasalhos para duas meninas de 7 e 8 anos que irão a São Paulo onde serão submetidas a exames para confirmar se estão ou não com leucemia. Se o diagnóstico for positivo, elas já ficarão internadas.

Nessa quinta-feira, Agenilson Pereira queria entregar para as meninas um boneco artesanal que é o mascote da ONG Carlos Daniel, menino que faleceu no ano passado vítima de leucemia. A morte dele inspirou a criação da entidade que auxilia pacientes com transporte, doações e casa de apoio.

“Foi comunicado pela portaria que eu não poderia entrar com o boneco, enquanto outras pessoas estavam entrando com mochilas e roupas para entregar a pacientes. Até ontem eu visitei as crianças, conversei com as duas mães e fizemos a campanha”, comentou Agenilson Pereira.

Para ele, a decisão de barrá-lo é fruto de perseguição da direção do hospital.

“Até ontem não existia essa regra. Eu podia entrar. O que mudou?”, questiona o ativista.

O site SELESNAFES.COM tentou contato com a diretora do Hospital da Criança, Zoraima Maramalde, mas o telefone dela estava desligado.  

 

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