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CÁSSIA LIMA

Associações de servidores e sindicatos ameaçam fazer greve geral no Estado devido ao não pagamento do adiantamento da primeira parcela do 13º salário, divulgado na tarde de quarta-feira, 13, pelo Governo do Estado. Apesar das grandes categorias ainda não se manifestarem, a União Sindical dos Trabalhadores já convocou paralisação para a próxima terça-feira, 19, na Praça da Bandeira.

O movimento é em resposta ao não adiamento do pagamento do 13º que já tinha sido negociado entre os servidores e governo meses antes. Trinta e quatro sindicatos participaram das negociações.

“Além do governo não nós pagar, ele não estipulou um possível prazo. Quer dizer que o servidor vai ficar sem notícia nenhuma esperando a boa vontade do Estado. Não mesmo. Se não houver divulgação de data vamos fazer um grande ato em prol do trabalhador na próxima semana”, informou a comunicação do Sindicato dos Servidores Públicos Federais Civis do Estado do Amapá (Sindsep).

Manifestação será na Praça da Bandeira, no Centro

Manifestação será na Praça da Bandeira, no Centro

A Associação dos Militares do Estado do Amapá (Asmeap) emitiu nota de repúdio descrevendo a surpresa com a notícia e alegou que o poder executivo deveria prever os valores por meio da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

“O governo continua parcelando salários e permanece repassando para outros poderes valores baseados em um orçamento superfaturado, não condizente com a realidade atual, quando deveria repassar valores menores conforme determina a LDO. Não podemos permitir mais isso”, destacava a nota da associação.

O Sindicato dos Servidores Públicos em Educação no Amapá (Sinsepeap), não se manifestou publicamente sobre o assunto, mas os professores não escondem a insatisfação com a decisão.

Maria das Graças

Maria das Graças, professora

“Não podemos permitir que apenas os funcionários do executivo, possuidores dos menores salários entre os poderes, tenham que “pagar o pato” pela crise estadual. Diante disso, convidamos todos para a manifestação na praça e vamos dar um basta nesse abuso”, destacou a professora Maria das Graças Souza.

 

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