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DA REDAÇÃO

O Amapá, representado pelo vice-governador Papaléo Paes, junto com uma comitiva de governadores e senadores de 10 estados, solicitou ajuda emergencial de R$ 7 bilhões para a União, nesta terça-feira, 16.

O pedido foi feito por meio de uma carta enviada ao presidente interino da República, Michel Temer e reivindica também a adoção de outras duas medidas de socorro aos estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A quantia será partilhada na proporção das regras do Fundo de Participação dos Estados do Norte e Nordeste.

Além dessa medida, a comitiva propõe a destinação de dois pontos percentuais do Fundo de Participação da União em proposta semelhante à concedida para os municípios e a ampliação dos limites para operação de crédito, que possibilitaria aos Estados investir em infraestrutura, gerando crescimento econômico, emprego e renda.

O pacote de ajuda permitiria para que os Estados também pudessem quitar despesas urgentes em áreas básicas, como saúde, educação e pagamento de folha pessoal. Além disso, compensaria os Estados prejudicados com o projeto em discussão no Congresso Nacional, que prevê a renegociação das dívidas com a União.

De acordo com o vice-governador, Papaléo Paes, a ajuda emergencial é um dos pontos fundamentais para o Amapá.

“A proposta inicial era de uma Medida Provisória, nos mesmos moldes da que beneficiou o Rio de Janeiro, e o valor pleiteado inicialmente era de R$ 14 bilhões, mas temos em mente os limites fiscais. Por isso, reduzimos para R$ 7 bilhões a serem partilhados como valor não reembolsado, com pagamento já em agosto, o que amenizaria os efeitos da crise”, avaliou.

O grupo, após encontro com o presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB), seguiu para o Palácio do Planalto, onde reuniu com o presidente interino. O mandatário prometeu analisar os pedidos junto ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Além de Papaléo Paes, participaram da reunião os governadores Camilo Santana (Ceará), Pedro Taques (Mato Grosso), Renan Calheiros Filho (Alagoas), Rui Costa (Bahia), Marcelo Miranda (Tocantins), Marconi Perillo (Goiás), Rodrigo Rollemberg (Distrito Federal), Simão Jatene (Pará), Tião Viana (Acre) e Wellington Dias (Piauí), além do presidente do Senado, Renan Calheiros.

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