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CÁSSIA LIMA

Estão cada vez mais comuns casos de pessoas atacadas por animais peçonhentos no Estado. Foram 447 só em 2016, 308 deles são picadas de cobras.  De acordo com biólogos, os casos são resultado da invasão do homem no meio ambiente.

Segundo o levantamento mais recente da Coordenadoria de Vigilância em Saúde do Amapá (CVS), em todo o ano de 2015 foram registrados 768 casos, 553 deles foram picadas de serpentes, 13 de aranhas, 198 de escorpiões, 1 de lagarta e 3 de outros animais.

GTA tem feito o resgate de vítimas do interior do estado para a capital

GTA tem feito o resgate de vítimas do interior do estado para a capital. Foto: GTA

Só no primeiro semestre de 2016 foram registrados 308 casos de picadas de serpentes, 12 de aranhas, 116 de escorpiões, 2 de lagartas, 2 de abelhas e mais 7 de outros animais.

“Esse é um dado muito preocupante, apesar da maioria dos casos ser do interior. Isso tem duas causas: o homem está invadindo o habitat dos animais e os animais, por sua vez, tentam se refugiar no ambiente do homem”, explicou o biólogo Roberto de Brito.

A maioria das vítimas é do sexo masculino entre 21 e 43 anos, e que geralmente são picados quando estão limpando quintais, trabalhando em algum tipo de construção ou dentro de casa mesmo.

Soro

A grande preocupação é a constante falta de soro antiofídico na rede hospitalar do interior do estado. O medicamento é usado para cortar o efeito do veneno dos animais nas vítimas.

O Grupo Tático Aéreo tem salvado vidas resgatando as vítimas e fazendo o transporte delas até a capital. Não há registro de mortes.

Doses do soro antiofídico estão no HE

Estoque de doses do soro antiofídico está concentrado no HE

“Eu fui picado quando trabalhava limpando um quintal.  Era uma cobra, só não reparei na espécie dela.  Fui pegar o facão pra matar o bicho, mas ele fugiu no mato. E me trouxeram pra cá para tomar soro”, contou Pedro Gonçalves, morador do Distrito de Bailique.

Atualmente, todas as doses do soro estão sendo armazenadas no Hospital de Emergências (HE), que possui hoje 150 ampolas em estoque. Mas, de acordo com a CVS, o problema de distribuição ocorre em todos os estados do Brasil.

A Coordenadoria de Saúde informou que devido às adequações da Anvisa no Instituto Butantã, que faz a distribuição no Amapá, a quantidade das doses diminuiu de 500 para 200 ampolas mensais.

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