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VALDEÍ RIBEIRO

Moradores do Bairro Jardim Marco Zero, na Zona Sul de Macapá, se sentem acuados dentro de casa. O motivo é a onda de assaltos na região. Residências vêm sendo arrombadas até durante o dia.

Uma moradora que não quis se identificar disse sentir medo de sair de casa até para ir ao comércio da esquina.

Moradores temem novos arrastões. Fotos: Valdeí Balieiro

Moradores temem novos arrastões. Fotos: Valdeí Balieiro

“Moro aqui nesse bairro há mais de dez anos, mas ultimamente tenho sentido vontade de ir embora daqui. Já invadiram minha residência, meu esposo foi assaltado na porta de casa. É insegurança total”, comenta a moradora.

Na noite anterior, uma jornalista tinha sido assaltada quando chegava em casa na Rua Saturno, proximidades do conjunto popularmente conhecido como Conjunto da Ego. Ela relata os momentos de pavor que sofreu.

“Dois adolescentes chegaram de bicicleta e me abordaram. Um deles estava com uma arma de fogo, mas não consegui olhar diretamente no rosto deles. Eu já vinha sentido a insegurança há muito tempo, mas nunca esperamos que vá acontecer com a gente”, conta.

Ações agem também durante o dia

Ladrões agem também durante o dia

Outra moradora da Rua Saturno relata o que passou no momento em que indivíduos arrombaram sua residência e levaram eletroeletrônicos e dinheiro.

“Eles pularam o muro da minha casa e arrombaram a porta de trás. Nós estávamos dormindo, mas acordamos com o barulho. Foi tudo muito rápido, eles exigiam dinheiro, mas não tínhamos tanto, então eles levaram um notebook e a pouca quantia que estávamos guardando. Foi desesperador, a insegurança aqui nesse bairro está cada vez pior”, relata a moradora.

O Conjunto da Ego faz divisa com várias áreas de ressaca. Os moradores contam que é para as pontes que todos os infratores fogem após cometer os assaltos.

A Polícia Militar disse que dois batalhões tomam conta da área que abrange o Bairro do Jardim Marco Zero, e pontuou que diariamente rondas são feitas na localidade e em todos os registros feitos pelas vítimas, a PM vai até o local.

Contudo, na maioria das vezes os infratores já se evadiram para as áreas de pontes onde é difícil o acesso dos policiais.

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