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CÁSSIA LIMA

O juiz João Guilherme Lages, da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá, transferiu para a próxima segunda-feira, 29, o julgamento do ex-mister Amapá, Sérgio Luiz, de 21 anos. O adiamento ocorreu a pedido da defesa em função da ausência de três testemunhas.

“Por mim, fazíamos uma condução coercitiva dessas três testemunhas, mas, como a defesa já registrou em ata um protesto e não procuramos a nulidade do processo, vamos redesignar a data”, explicou o juiz João Guillherme Lages.

Amigos da vítima e do acusado aguardando o início do julgamento

Amigos da vítima e do acusado aguardando o início do julgamento

O ex-mister é réu confesso do assassinato do carnavalesco e servidor público Francisco das Chagas Ferreira, de 49 anos. O crime aconteceu no dia 31 de maio de 2015, na casa da vítima. O modelo é acusado de homicídio, furto e ocultação de cadáver.

Se o júri for realizado na próxima segunda-feira, 29, a previsão é de serem ouvidas 8 testemunhas, entre defesa e acusação, além do depoimento do réu. Os amigos da vítima, que estavam começando a lotar o plenário para acompanhar o júri, não gostaram do adiamento.

Momento em que a defesa solicita o adiamento

Momento em que a defesa solicita o adiamento

Carnavalesco e amigo da vítima, Sandro Macapá: "na segunda estaremos aqui de novo". Fotos: Cássia Lima

Carnavalesco e amigo da vítima, Sandro Macapá: “na segunda estaremos aqui de novo”. Fotos: Cássia Lima

“É mais angústia e mais um dia de demora nessa justiça. Isso está sendo muito doloroso porque pra gente participar disso é reviver todo o sofrimento da morte dele. Na segunda estaremos de novo aqui”, disse o carnavalesco Sandro Macapá, amigo de Francisco.

Para evitar novos adiamentos e até suspensão do júri, o juiz do caso já tomou algumas medidas.

“Se na semana que vem se as testemunhas que foram requeridas não vierem nós faremos o júri de qualquer jeito. Essas pessoas já foram intimadas.  Vamos mandar conduzir todos”, destacou o juiz.

Juiz João Guilherme Lages: condução coercitiva de testemunhas de defesa

Juiz João Guilherme Lages: condução coercitiva de testemunhas de defesa

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