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OLHO DE BOTO

Um trabalhador braçal de apenas 24 anos teve uma morte trágica e sem testemunhas no início da manhã desta terça-feira, 9. Como fazia todos os dias, ele saiu cedo de casa para o serviço, numa área de pontes do Bairro Zerão, zona sul de Macapá, mas no meio do caminho teve um ataque epilético e caiu no lago. A polícia acredita que ele morreu afogado, sem ninguém por perto para ajudar.

A morte ocorreu por volta das 5h30min, na passarela da Rua Inspetor Antônio Dias. Jocenildo Brilhante Vasconcelos ia para o trabalho. Ele atuava como parte de um grupo de amigos que perfura poços artesianos. O corpo só foi encontrado por moradores por volta das 7h.

Jocenildo Vasconcelos: morte a caminho do trabalho. Fotos: Olho de Boto

Jocenildo Vasconcelos: morte a caminho do trabalho. Fotos: Olho de Boto

“Ele tinha uma vida tranquila, não se metia com malandragem. Tinha mulher e dois filhos, mas tinha esse problema de epilepsia. Hoje ele ia trabalhar comigo e caiu da bicicleta dentro da água”, disse Antônio Júnior, colega de serviço.

“Sempre dava esses ataques nele, e a gente recomendava que ele não entrasse em lagos, rios, e nem trabalhasse em grandes alturas, por que quando dava o ataque ele caía mesmo no chão”, completou o colega.

Local onde o corpo do trabalhador foi encontrado

Local onde o corpo do trabalhador foi encontrado

O Corpo de Bombeiros foi chamado para retirar o rapaz do lago e levá-lo para terra firme até a chegada da perícia da Polícia Técnica do Amapá (Politec).

Contudo, a equipe de peritos e o carro-tumba da Politec só chegaram por volta das 9h40min, o que revoltou os vizinhos e a família do rapaz.

“Meu marido não é bandido, era trabalhador. Isso é tratamento que se dê a um trabalhador?”, questionou a viúva que não quis se identificar. 

Equipe da Politec chegou apenas 2h40min depois que o corpo foi encontrado

Equipe da Politec chegou apenas 2h40min depois que o corpo foi encontrado

Mistério

A epilepsia, apesar de ser bastante comum, ainda é pouco compreendida pela medicina. 

“Epilepsia é provocada por uma reação no cérebro que ainda não foi esclarecida pela ciência, mas é muito perigosa. O primeiro socorro a uma pessoa em ataque é não deixar que a língua sufoque a vítima”, diz o médico José Carlos Gondim. 

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