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DA REDAÇÃO

Policiais civis do Amapá e do Pará prenderam no município de Curionópolis (PA) na última segunda-feira, 12, Edilene da Silva Trindade, de 35 anos, acusada de ter planejado e ajudado a executar a morte do aposentado Mário Ivo Sampaio, de 82 anos, em 2014.

Edilene Trindade estava foragida havia quase dois anos. À época do crime, a Justiça negou o pedido de prisão preventiva dela feito pela Polícia Civil do Amapá.

Segundo as investigações, Edilene, que era casada com um dos filhos do aposentado, tinha um relacionamento amoroso com Josinei Ferreira Miranda, que na época do crime tinha 28 anos.

Ivo nos ombros dos filhos ao completar 82 anos: seria assassinado uma semana depois. Foto Arquivo familiar

Ivo nos ombros dos filhos ao completar 82 anos: seria assassinado uma semana depois. Foto Arquivo familiar

Miranda tinha trabalhado como motorista do aposentado, mas foi demitido após ter usado o carro do patrão sem autorização. O idoso também teria descoberto o caso entre a nora e o motorista, e ameaçava revelar o segredo se ela não tivesse a iniciativa de confessar a traição.

Além de planejar a morte do aposentado, ela teria feito uma cópia da chave da casa da vítima e entregue ao assassino.

O aposentado, pai de um grande empresário do setor de acessórios automotivos de Macapá, foi assassinado no dia 27 de janeiro de 2014 na casa dele, e o corpo desovado em uma comunidade ribeirinha do município de Mazagão.

A polícia descobriu os restos mortais após 9 dias de buscas. O local onde ele foi enterrado foi indicado pelo assassino.  

Josinei

Josinei posa para o arquivo da polícia em 2012: usou o carro do patrão sem avisar

No dia 24 de abril do ano passado, após 16 horas de julgamento, ela e Miranda foram condenados a 28 anos de prisão em regime fechado. Mas como estava respondendo ao processo em liberdade, ela acabou fugindo do Estado.

“Nossos agentes descobriram o paradeiro dela em Curionópolis, para onde fugiu depois de ser condenada. Ela estava morando com um namorado. Mandamos três agentes daqui da DECCP (Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio), DTE (Entorpecentes) e da 2ª DP, e com apoio da polícia do Pará nós conseguimos trazê-la de volta”, comentou o diretor do Departamento de Polícia Interestadual (DPI), delegado Francisco Roberto.

Edilene foi levada para o Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) para cumprir pena. 

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